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Imprensa

Sentimento anti-Islã cresce na França, diz relatório

Capa dos jornais franceses, La Croix, Le Figaro, e Les Echos desta quinta-feira, 21 de março.
Capa dos jornais franceses, La Croix, Le Figaro, e Les Echos desta quinta-feira, 21 de março.
Texto por: RFI
3 min

A rejeição cada vez maior dos franceses pelo islamismo, as dificuldades do governo François Hollande e a decisão do governo britânico em reduzir para 20% os impostos para as empresas do país estão entre os destaques da imprensa francesa desta quinta-feira.

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O sentimento antimuçulmano na França está em plena expansão. É o que revela o La Croix em sua manchete. O jornal católico teve acesso com exclusividade aos resultados do relatório anual da Comissão Nacional de Direitos Humanos que será publicado hoje na França.
O país registrou um aumento de 23% de violência de caráter racista contra imigrantes, judeus, negros e outras comunidades. No caso dos muçulmanos, os atos e ameaças cresceram 30%.
A tendência anti-islamismo na sociedade se confirma anos após ano, declarou ao jornal a presidente da Comissão. Apenas 22% das pessoas interrogadas pela pesquisa afirmam ter uma boa imagem do Islã e 55% dos franceses pensam que não se deve facilitar o culto muçulmano no país, um aumento de 7% em relação à pesquisa anterior. Outro dado alarmante revelado pela Comissão é o de que 65% das pessoas dizem que alguns comportamentos justificam reações racistas.

O conservador Le Figaro afirma que tanto o presidente François Hollande como seu primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault enfrentam um período muito ruim. O jornal se refere ao dia agitado de ontem para o governo socialista. O jornal conservador afirma que Jean-Marc Ayrault escapou da moção de censura votada no parlamento francês a pedido da oposição, mas sem convencer de que sabe realmente em qual direção está levando o país.

A demissão do ministro do Orçamento, Jérôme Cahuzac, ontem, devido ao envolvimento em um escândalo financeiro, provocou um choque no governo socialista. E para completar a lista de notícias ruins para François Hollande, o Conselho de Estado vai enviar hoje sua resposta à promessa do presidente de taxar em 75% os rendimentos acima de 1 milhão de euros no país. Segundo o Le Figaro, o Conselho vai informar o presidente que aplicar imposto acima de 66% é considerado um confisco.

Grã-Bretanhas

O jornal Les Echos afirma em sua manchete que a Grã-Bretanha está apostando na redução de impostos para relançar sua economia. A perspectiva de crescimento do país está em queda, as contas públicas estão cada vez piores mas mesmo assim o governo britânico não se abala e anuncia uma redução para 20% de impostos para as empresas.
Além disso, dispensa muitos empregadores das cotizações patronais e até aposta em uma exoneração fiscal de taxas ambientais para algumas indústrias. Outra medida do governo do conservador David Cameron é a de incentivar o mercado imobiliário e para isso o governo vai liberar 133 bilhões de libras em empréstimos, o equivalente a 400 bilhões de reais.
 

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