Obama/Oriente Médio

Obama encerra visita ao Oriente Médio passeando por cidade histórica

O presidente americano Barack Obama abana antes de embarcar de volta aos Estados Unidos, neste sábado, após visita de quatro dias no Oriente Médio.
O presidente americano Barack Obama abana antes de embarcar de volta aos Estados Unidos, neste sábado, após visita de quatro dias no Oriente Médio. REUTERS/Majed Jaber

O presidente americano Barack Obama terminou neste sábado sua visita ao Oriente Médio após uma passagem histórica pela região. Entre os pontos altos de sua passagem, destacam-se a retomada das relações diplomáticas entre Israel e Turquia, os diálogos pela paz entre israelenses e palestinos, além da doação de 200 milhões de dólares ao governo da Jordânia como ajuda aos cerca de 450 mil refugiados sírios no país. Ele aproveitou as últimas horas na região para passear por pontos turísticos.

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Após quatro dias de diálogos e negociações pela paz no Oriente Médio, hoje foi um dia de descanso e turismo para o presidente americano. Ele visitou a cidade histórica de Petra, no sul Jordânia, onde caminhou pelas ruínas que datam de mais de 2 mil anos. "É impressionante, espetacular", comentou, admirando a fachada de 40 metros do templo mais célebre de Petra.

Este foi o fim de uma visita de quatro dias no Oriente Médio que não foi além de gestos simbólicos na busca pela paz na região. Ele viajou ontem de Israel para a Jordânia, onde encontrou o rei Abdallah II para tratar sobre o conflito sírio.

Em coletiva de imprensa na capital Amã, ele anunciou uma ajuda de 200 milhões de dólares (cerca de 402 milhões de reais) no apoio aos 450 mil refugiados sírios na Jordânia. Washington já havia adiantado que recusaria qualquer ajuda militar aos rebeldes sírios, mas prometeu um auxílio logístico e humanitário no conflito.

Pouco antes, o presidente americano obteve sucesso reconciliando Israel e Turquia, cujas relações diplomáticas estavam interrompidas desde 2010. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chegou a apresentar um pedido oficial de desculpas ao chefe do governo turco, Recep Tayyip Erdogan, pela morte de nove turcos durante o ataque a uma frota em Gaza há 3 anos.

Também ontem, em almoço com Netanyahu, as discussões dos dois líderes giraram em torno do processo de paz com os palestinos. De acordo com um responsável do governo israelense, "o primeiro-ministro insistiu sobre a importância da segurança neste processo".

A paz entre Israel e Territórios palestino era o principal assunto da paura de Obama. O ponto chave de sua visita aconteceu na quinta-feira, em Jerusalém, onde ele fez um discurso emocionante a cerca de 2 mil jovens israelenses sobre o encontro de uma solução pacífica entre os dois Estados.

"O objetivo da visita de Obama a Israel foi conquistado : ele ganhou o coração dos israelenses", resumiu a imprensa do país.

Embora o líder americano já tenha viajado de volta aos Estados Unidos, o secretário de Estado John Kerry ainda está em Jerusalém neste sábado, onde discute as próximas etapas do processo de paz com Netanyahu.

 

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