Armas/Estados Unidos

Três meses após massacre, Connecticut restringe porte de armas

Massacre de Newtown, no Estado do Connecticut, deixou 26 mortos, entre eles, 20 crianças da escola de Sandy Hook, no dia 14 de dezembro do ano passado.
Massacre de Newtown, no Estado do Connecticut, deixou 26 mortos, entre eles, 20 crianças da escola de Sandy Hook, no dia 14 de dezembro do ano passado. REUTERS/Michelle McLoughlin

Três meses após o massacre na cidade americana de Newtown, no qual 26 pessoas morreram, o Connecticut se tornou nesta quinta-feira o terceiro Estado americano a restringir o porte armas de fogo. O governador democrata Dan Malloy sancionou um projeto de lei de 139 páginas, aprovado horas antes pelo Legislativo. 

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O Estado de Connecticut passará, assim, a avaliar os antecedentes criminais de seus habitantes em todas as vendas de armas de fogo, sejam elas privadas ou públicas. A lei também prevê a criação de um arquivo de pessoas condenadas por crimes armados.

Com a nova legislação, estão proibidas as vendas de mais de 160 armas de assalto, como fuzis, escopetas e metralhadoras, assim como a comercialização de cartuchos de grande capacidade, com mais de dez balas. Além disso, será necessário ter ao menos 21 anos para comprar uma arma semi-automática.

Legislação

Depois de Nova York, em janeiro, e do Colorado, em março, o Connecticut é o terceiro Estado a endurecer sua legislação sobre porte e comércio de armas. Em Maryland, um projeto de lei está em fase final de discussão, mas também deve ser aprovado logo.

No massacre de Newton, o jovem Adam Lanza, de 20 anos, abriu fogo contra crianças e professores da escola Sandy Hook, e matou 26 pessoas em menos de cinco minutos. O trágico acontecimento foi o estopim para que o presidente americano Barack Obama pedisse o endurecimento das leis sobre o armamento.

Em contrapartida, há uma forte oposição da indústria bélica e dos próprios americanos que defendem seu “direito de defesa”.

As armas de fogo matam cerca de 12 mil pessoas por ano nos Estados Unidos. Os estudos indicam que, a cada dia, ocorrem  34  crimes no país.
 

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