Armas/Estados Unidos

Senadores democratas e republicanos encontram compromisso sobre armas nos EUA

Os senadores americanos Pat Toomey (esquerda) e Joe Manchin durante o anúncio do compromisso sobre as armas nesta quarta-feira em Washington, Estados Unidos.
Os senadores americanos Pat Toomey (esquerda) e Joe Manchin durante o anúncio do compromisso sobre as armas nesta quarta-feira em Washington, Estados Unidos. REUTERS/Gary Cameron

Democratas e republicanos alcançaram um compromisso nesta quarta-feira para a extensão das verificações de antecedentes criminais antes da compra de armas, seja em feiras ou pela internet. A informação foi divulgada em coletiva de imprensa em Washington às vésperas da primeira votação sobre o controle da comercialização de armas de fogo nos Estados Unidos. 

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O texto que será analisado nesta quinta-feira pelo Senado americano pode tornar obrigatórias as verificações de antecedentes judiciais e psiquiátricos dos compradores de armas ditas “comerciais”. Atualmente a medida não abrange todo o país e só concerne os vendedores profissionais. Em contrapartida, a decisão não vale para a transferência de armas em uma família ou entre amigos.

Para o senador republicano Pat Toomey, o compromisso “não resolverá tudo, mas será útil”, disse na coletiva de imprensa. De acordo com seu colega democrata Joe Manchin, o acordo pode impedir que criminosos e “desequilibrados mentais” adquiram armas.

A avaliação dos compradores de armas é um assunto consensual nos Estados Unidos; várias enquetes apontam que nove sobre dez americanos são favoráveis à medida. No entanto, o Senado, que deve votar a partir de quinta-feira as reformas sobre porte e comércio de arma no país, vários republicanos ameaçaram obstruir a decisão já que a Constituição prevê o direito de porte de arma aos cidadãos “para defesa própria”.

A reforma é especialmente rejeitada pelo lobby de armas e um grande grupo de conservadores. Mas o anúncio deste primeiro compromisso deve facilitar o apoio de alguns republicanos sobre o assunto.

Um mês após o massacre na escola Sandy Hook, em Newtown, no Connecticut, que deixou 20 crianças e seis adultos mortos no dia 14 de dezembro do ano passado, o presidente americano anunciou uma série de medidas. Na semana passada, o Estado se tornou o terceiro a restringir o porte armas de fogo, proibindo as vendas de mais de 160 armas de assalto, como fuzis, escopetas e metralhadoras, assim como a comercialização de cartuchos de grande capacidade, com mais de dez balas.
 

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