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Protesto/Chile

Manifestação estudantil termina com violência e 90 feridos no Chile

Estudante atira garrafa de tinta na polícia chilena durante manifestação pela reforma da educação nesta quinta-feira, 11 de abril, em Santiago, no Chile.
Estudante atira garrafa de tinta na polícia chilena durante manifestação pela reforma da educação nesta quinta-feira, 11 de abril, em Santiago, no Chile. REUTERS/Ivan Alvarado
Texto por: RFI
1 min

Cerca de 100 mil estudantes foram às ruas de Santiago nesta quinta-feira para reclamar um sistema de educação gratuito e de qualidade. A manifestação terminou em confronto com a polícia e deixou 90 feridos. O protesto foi realizado pela Confederação de Estudantes do Chile (Confech), que reúne integrantes das principais universidades do país, e foi apoiado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT).

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De acordo com a polícia chilena, a marcha acontecia sem maiores incidentes quando alguns estudantes entraram em confronto com os oficiais, jogando pedras e destruindo sinais de trânsito. Os policiais reagiram com jatos d’água e bombas de gás lacrimogêneo. Ao menos 10 pessoas foram presas e 90 ficaram feridas.

Os estudantes realizaram mais de 40 marchas desde 2011 para pedir ao governo do presidente Sebastian Piñera uma reforma do sistema educativo, que de acordo com os manifestantes, é “caro e ineficaz”.

Para o presidente da Federação dos Estudantes da Universidade Católica, Diego Vela, “existe uma injustiça latente na educação chilena”. Segundo ele, “o Chile é o segundo país no mundo onde existe a maior segregação do ensino superior”.

O sistema universitário atual é uma herança dos anos da ditadura de Augusto Pinochet (1973 – 1990). O governo apresentou várias projetos para diminuir o custo dos financiamentos dos estudos, mas os universitários julgam que as propostas não são suficientes para uma reforma efetiva.

 

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