Estados Unidos/Violência

Líderes mundiais condenam explosões em Boston

FBI assume investigação das explosões em Boston.
FBI assume investigação das explosões em Boston. REUTERS/Neal Hamberg

Em comunicado emitido durante a noite, o presidente francês François Hollande expressou solidariedade total da França aos Estados Unidos e enviou condolências às famílias das vítimas das explosões durante a maratona de Boston. Outras lideranças na Europa também condenaram os atos que deixaram, segundo balanço provisório, três mortos e uma centena de feridos.

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No comunicado do Palácio do Eliseu, o presidente francês expressou sua “mais sincera comoção com as explosões que atingiram a cidade de Boston”. “Nessas circunstâncias trágicas, o chefe de estado apresenta suas condolências aos familiares das vítimas e expressa total solidariedade da França com as autoridades e com o povo americanos."

Em outro comunicado, o ministério das Relações Exteriores francês reforçou a solidariedade do governo aos americanos e às vítimas, e informou que todo o corpo diplomático francês nos Estados Unidos está mobilizado.

Logo após as explosões de Boston, o Ministério do Interior francês reforçou o patrulhamento em locais considerados alvos potenciais de ataques. Desde o início da intervenção militar no Mali, em janeiro, o país está com seu plano de segurança interna, conhecido como Vigipirate, em estado de alerta vermelho, ou seja, um abaixo do escarlate, nível máximo. O governo pede que os cidadãos fiquem em alerta e avisem as forças de ordem diante de eventuais pacotes abandonados suspeitos.

Reações

O presidente russo, Vladimir Putin, propôs a ajuda de Moscou na investigação desse “crime bárbaro” e expressou sua “convicção que a luta contra o terrorismo necessita uma coordenação ativa dos esforços de toda a comunidade internacional”.

Para a Rússia, que organiza vários eventos esportivos, “é uma séria advertência” antes dos Jogos de Inverno de Sotchi, em 2014, disse o ministro russo dos Esportes, Vitali Moutkose.

O chefe de governo italiano, Mario Monti, condenou o que chamou de “ato vil de violência que suscita indignação”. “Nestes momentos tão trágicos, nos sentimos profundamente próximos do governo e do povo americanos”, disse Monti.

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, condenou os “atos indecentes” e expressou o apoio da União Europeia com o povo americano. A chefe da diplomacia do bloco, Catherine Ashton, disse ter ficado “chocada” e denunciou os atos que ela qualificou de “reprováveis”. O secretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, disse ter ficado “extremamente chocado”.

O movimento dos talibãs paquistaneses, ligados aos ataques com carro bomba em Times Square em 2010, negou qualquer implicação nas explosões, mas disseram ser favoráveis a todos os ataques contra os Estados Unidos.

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