Imprensa destaca 'coalizão mundial contra a evasão fiscal' na reunião do G20

O ministro francês das Finanças, Pierre Moscovici.
O ministro francês das Finanças, Pierre Moscovici. Reuters

Os jornais franceses de hoje destacam a reunião de ministros das Finanças do G20 em Washington, chamando a atenção para o combate aos paraísos fiscais, bandeira que será defendida pela França no encontro, após o escândalo de fraude envolvendo ex-ministro do Orçamento, Jerôme Cahuzac.

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O diário conservador Le Figaro informa que o ministro francês das Finanças, Pierre Moscovici, vai defender na reunião uma troca obrigatória de informações, em nível mundial, de movimentos de dinheiro suspeitos. A ideia é que os países que receberem depósitos volumosos de dinheiro de estrangeiros sejam obrigados a comunicar aos países de origem do depositante as somas creditadas em conta corrente.

O diário econômico Les Echos diz que a evasão fiscal se tornou um problema muito mais amplo que a fuga de dinheiro de milionários. Graças às montagens financeiras existentes, e que passam despercebidas pelos governos, bancos e multinacionais também driblam a regulamentação para se proteger nos paraísos fiscais. Os estados sofrem com a perda de arrecadação, e os mais prejudicados são os contribuintes que pagam a conta dos fraudadores. Atualmente, quando um país suspeita de lavagem de dinheiro e evasão fiscal, o governo tem de formular um pedido de verificação caso a caso.

A Suíça participa da reunião do G20, nos Estados Unidos, e estaria disposta a colaborar com um afrouxamento do sigilo fiscal desde que a regra seja a mesma para todos os depositantes − até mesmo políticos.

Segundo o diário econômico Les Echos, os Estados Unidos apoiam a França nessa empreitada contra os paraísos fiscais, mas será preciso aguardar a reunião de cúpula dos líderes em São Petersburgo, em setembro, para que um acordo seja realmente fechado.

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