Brasil/OMC

Roberto Azevêdo será o primeiro brasileiro à frente da OMC

Roberto Azevêdo representava o Brasil na Organização Mundial do Comércio desde 2008.
Roberto Azevêdo representava o Brasil na Organização Mundial do Comércio desde 2008. REUTERS/Luke MacGregor/Files

Pela primeira vez na história, a Organização Mundial do Comércio será dirigida por um brasileiro. Segundo informações divulgadas por diplomatas na noite dessa terça-feira, 7 de maio, Roberto Azevêdo, que já representava o Brasil na instituição, venceu a disputa final com o mexicano Herminio Blanco. O novo diretor-geral da instituição terá pela frente o desafio de relançar as negociações comerciais entre os países do norte e do sul. O anúncio oficial será feito nessa quarta-feira.

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Depois de quatro meses de negociações o diplomata Roberto Azevêdo foi escolhido para substituir o francês Pascal Lamy na direção da Organização Mundial do Comércio (OMC). Ao vencer a disputa final com o mexicano Herminio Blanco, Azevêdo conquistou um dos postos mais altos da diplomacia mundial. Ele terá como principal desafio tentar relançar as negociações do Ciclo de Doha sobre a liberalização do comércio mundial, emperradas há anos.

Aos 55 anos de idade, Azevêdo construiu uma trajetória de diplomata de alto nível, inclusive dentro da própria OMC, onde representava o Brasil desde 2008. O novo diretor-geral da organização deixou para trás os nove candidatos de vários países até chegar na reta final com o mexicano.

Jamil Chade, correspondente da RFI em Genebra

O rival latino, de 62 anos de idade, foi indicado por sua participação no complexo acordo de criação da Nafta, a zona de livre comércio entre México, Estados Unidos e Canadá.

Segundo diplomatas, o brasileiro teria conquistado os votos dos países do sul e o mexicano teria conseguido o apoio de um grupo liderado pelo Reino Unido. A União Europeia, que conta com 28 votos, pode ter definido o resultado final.

Mesmo se a confirmação dos Estados-membros será feita apenas na quarta-feira, a presidente brasileira Dilma Rousseff já celebrou a notícia. Segundo ela, a escolha favorece um mundo mais justo. “Essa não é uma vitória do Brasil, nem de nenhum grupo de países, mas da Organização Mundial do Comércio”, declarou a chefe de Estado em nota oficial.

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