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Agenda intensa dos EUA com América do Sul demonstra aproximação

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O presidente americano, Barack Obama, e a presidenta brasileira, Dilma Rousseff.
O presidente americano, Barack Obama, e a presidenta brasileira, Dilma Rousseff. REUTERS/Kevin Lamarque

A América Latina está na mira dos Estados Unidos. Depois de o presidente americano, Barack Obama, visitar a Costa Rica e o México, no final de maio o vice-presidente Joe Biden vai ao Brasil encontrar-se com a presidente Dilma Rousseff. Biden ainda passa pela Colômbia e Trinidad e Tobago.

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A agenda não para: o chanceler John Kerry está para confirmar uma visita a Brasília e em junho, Obama vai receber os presidentes do Chile e do Peru. No segundo semestre, Dilma deve realizar uma visita de Estado a Washington, uma honra reservada aos parceiros mais estratégicos e que não acontecia desde 1995, com Fernando Henrique Cardoso.

O professor da PUC de São Paulo Geraldo Zahran, especialista em estudos sobre os Estados Unidos, considera que essa programação carregada é a consolidação de uma relação importante para os dois lados.

Mais cético, o presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais, embaixador Luiz Augusto de Castro Neves, espera que além de visitas de cortesia, a agenda tenha mais conteúdo do que aconteceu quando Obama veio Brasil, em 2011.

Os dois analistas concordam que os interesses econômicos são um fator fundamental para os Estados Unidos estarem mais próximos da América do Sul, e destacam que, apesar de estar submetido às regras do Mercosul, o Brasil deveria tentar intensificar o comércio bilateral com os americanos, já que a relevância do bloco hoje é mais política do que econômica.
 

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