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Após reconhecimento da cachaça pelos EUA, objetivo do Brasil é conquistar União Europeia

Áudio 08:34
Cachaças brasileiras precisam se adaptar a normas internacionais para serem exportadas.
Cachaças brasileiras precisam se adaptar a normas internacionais para serem exportadas. Flickr/keetr

Depois de o Brasil conseguir o reconhecimento, pelos Estados Unidos, de que a cachaça é um produto brasileiro, o próximo objetivo do setor é conquistar a União Europeia. A Alemanha é a maior importadora da bebida nacional, um mercado com um grande potencial de crescimento no bloco quando os europeus atestarem o caráter único da chamada pinga.

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Italianos, espanhóis e portugueses também são grandes apreciadores da bebida, graças à caipirinha, conhecida cada vez mais no exterior. Porém até hoje apenas 1% da cachaça é exportada. As regras rígidas para obtenção de denominação de origem controlada são um empecilho para aumentar esta receita, mas Vicente Bastos, presidente do Instituto Brasileiro da Cachaça, está otimista.

A espera foi longa com os americanos: foram 12 anos de negociações. A vitória, obtida em troca do reconhecimento do bourbon e o whisky do Tennessee, vai abrir as portas para mais exportações da cachaça para os americanos, os maiores consumidores de álcool do mundo. Vicente Bastos destaca que a obtenção da denominação de origem controlada evita que a bebida seja confundida com o rum, que também é de caldo de cana e é frequentemente confundida com cachaça pelos estrangeiros.

O grande desafio para o Brasil é melhorar a qualidade da sua cachaça. Aline Bortoletto, pesquisadora de Açúcar e Álcool da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, em Piracicaba, faz parte de um grupo de estudos especializado nisso e explica as alternativas.
 

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