Terrorismo

Carlos, o Chacal, volta a ser julgado na França

Foto de Carlos, o Chacal, em março de 2001.
Foto de Carlos, o Chacal, em março de 2001. AFP / JACK GUEZ

O venezuelano Ilich Ramirez Sanchez, conhecido como Carlos, o Chacal, terá o recurso de revisão da sua pena julgado a partir desta segunda-feira. O veredito é esperado para o próximo dia 26 de junho.

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Carlos, o Chacal, o mais famoso terrorista dos anos 70 e 80, se apresenta hoje diante de um tribunal em Paris para pedir a revisão da sua pena.  Carlos, de 63 anos, foi condenado duas vezes à prisão perpétua. Em 1997, o venezuelano foi condenado pelo assassinato de 3 pessoas, sendo dois policiais franceses em 1975. 

Em dezembro de 2011, o ex-terrorista  foi julgado novamente e condenado a mais uma pena de prisão perpétua por quatro atentados cometidos na França em 1982 e 1983. Os ataques deixaram 11 mortos e 150 feridos. O recurso aberto por Carlos contesta esse novo julgamento. Ele afirma não ter tido nenhuma participação na execução ou no planejamento dos atentados, mas, em seus depoimentos, ele reiterou ter sido um "revolucionário profissional" que, defendendo diversas causas, teria matado entre 1.500 e 2.000 pessoas.

Na semana passada, ele fez declarações à imprensa e reclamou da falta de apoio das autoridades venezuelanas. "Carlos diz que foi traído, que Chávez foi traído, que a vontade deste último foi traída, que a revolução foi traída", explicou à agência AFP Francis Vuillemin, um dos advogados de defesa.

O julgamento do recurso também inclui a alemã Christa Frohlich, de 70 anos, que também era suspeita de ter participado dos atentados. Ela será julgada à revelia, pois já informou que não deixará a Alemanha para comparecer ao tribunal francês.

 Em 1994, Carlos, o Chacal, foi preso no Sudão e permanece, deste então, numa prisão nos arredores de Paris.

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