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Somente uma diretora mulher concorre à Palma de Ouro em Cannes

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A franco-italiana Valeria Bruni-Tedeschi, irmã mais velha de Carla Bruni, é a única mulher com um filme na competição principal.
A franco-italiana Valeria Bruni-Tedeschi, irmã mais velha de Carla Bruni, é a única mulher com um filme na competição principal. Guy Ferrandis - SBS Productions/ festival-cannes.com

O 66º Festival de Cinema de Cannes começa nesta quarta-feira, na charmosa cidade francesa na Côte d'Azur. Se por um lado as atrizes e celebridades fazem a festa de fotógrafos e convidados no tapete vermelho, por outro o número reduzido de mulheres que concorrem ao principal prêmio do evento, a Palma de Ouro, provoca a ira de organizações feministas. Neste ano, a polêmica reascendeu: depois de, em 2012, nenhuma diretora mulher ser indicada entre as 22 nomeações, agora apenas uma diretora, Valeria Bruni-Tedeschi, vai concorrer à estatueta, num total de 19 nomeados.

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O diretor do festival, Thierry Fremaux, justificou a lista afirmando que o gênero não é considerado na hora da escolha dos filmes, mas sim a qualidade. Conversamos com a diretora brasileira Lucia Murat a respeito. Ouça o que ela achou desta desculpa.

O crítico de cinema Rubens Ewald Filho afirma que não consegue entender por que tantas mulheres têm sucesso como diretoras. Ele acha que é mais uma questão de acerto entre velhos amigos do meio cinematográfico do que de preconceito contra o sexo feminino.

Na telona, o filme "O Grande Gatsby", do diretor australiano Baz Luhrmann e com o galã Leonardo di Caprio, marca a abertura do festival. O Brasil está pouco representado nesta edição: está fora da seleção principal e só marca presença em seções paralelas, com dois curtas-metragens.
 

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