Brasil/União Africana

Dilma defende parceria “não opressiva” com países africanos

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, chega a Adis Abeba para de Ouro da União Africana.
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, chega a Adis Abeba para de Ouro da União Africana. Roberto Stuckert Filho/PR

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, participa neste sábado do Jubileu de Ouro da União Africana que acontece em Adis Abeba na Etiópia. A cerimônia marca os cinquenta anos da criação do organismo multilateral africano. Além de Dilma Rousseff, participam como convidados especiais do encontro o presidente francês, François Hollande, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry.

Publicidade

Os dirigentes africanos iniciaram neste sábado a comemoração dos cinquenta anos da Organização da Unidade Africana, órgão que foi a base da formação da atual União Africana. A presidente brasileira discursará no evento como representante da América Latina. Segundo o Itamaraty, ela deverá abordar assuntos que interessam aos líderes africanos como os programas de distribuição de renda -Bolsa Família e Brasil Carinhoso - e também sobre o panorama econômico brasileiro.

Na abertura da cerimônia, o anfitrião, o presidente etíope, Hailemariam Desalegn, afirmou que o objetivo da União Africana é o de “construir um continente livre da pobreza e dos conflitos". Desalegn também agradeceu a presença dos parceiros internacionais, sobretudo da China que “investiu bilhões para apoiar nossos investimentos em infraestrutura”.

De fato, a China participou da construção da sede da União Africana em Addis Abeba e também  se destaca como um dos principais investidores estrangeiros na África. Mas essa presença é alvo de muitas críticas que veem na aliança com o gigante asiático uma espécie de novo colonialismo.  Já o Brasil, que tenta aumentar a presença econômica na região, adota um discurso que mostra as vantagens do estreitamento dos laços entre Brasil e África para os dois lados.

Ontem, em encontro bilateral com o presidente etíope, a presidente brasileira defendeu uma cooperação “não opressiva” com a África. “O Brasil quer não só estabelecer relações comerciais, investir aqui, vender para o país, mas o Brasil quer também uma cooperação no padrão Sul-Sul. O que é o padrão Sul-Sul de cooperação? É uma cooperação que não seja opressiva, que seja baseada em vantagens mútuas e valores compartilhados, basicamente isso”, afirmou Dilma Rousseff em declarações à imprensa.

Ao final da tarde, a presidente brasileira embarca para Brasília. Durante a visita à Etiópia, Dilma assinou acordos bilaterais nas áreas de cooperação tecnológica, científica e de agricultura.
 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.