Crise/ França

UE concede dois anos para França reduzir déficit

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, durante uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (29), quando fez recomendações aos países para que saiam da crise.
O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, durante uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (29), quando fez recomendações aos países para que saiam da crise. Reuters

A União Europeia concedeu mais dois anos para a França diminuir seu déficit. Mas em troca exigiu que Paris realize reformas no sistema de aposentadorias e no mercado de trabalho. Assim, o país terá até 2015, segundo as recomendações da Comissão Europeia, divulgadas nesta quarta-feira.

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A França, segunda economia da zona euro, também deve acelerar as reformas para reativar o crescimento, depois que o país entrou em recessão no primeiro trimestre de 2013. Bruxelas pediu a Paris que tome medidas ainda este ano e alcance um equilíbrio “em 2020, no mais tardar”.

A Comissão também disse que espera que Paris suprima as tarifas sobre gás e eletricidade, abra o setor do transporte ferroviário doméstico de passageiros e reforme seu sistema tributário mediante uma simplificação e redução dos impostos sobre a renda.

“Esta é uma mensagem exigente”, disse o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, durante uma coletiva de imprensa. Já o primeiro ministro francês Jean Marc Ayrault, “não existe surpresa, nós estamos na mesma direção do que foi anunciado”, afirmou. O presidente francês François Hollande se comprometeu em maio, em Bruxelas a continuar as reformas.

O governo francês quer propor no outono uma nova reforma das aposentadorias e deve se reunir com representantes sindicais no final de junho.

Espanha

A Espanha também teve o prazo para a redução do déficit aumentado em dois anos. Em contrapartida, deve acelerar a reforma do mercado de trabalho, que começou em 2012. O país deve reduzir uma das taxas de desemprego mais altas da Europa, que atinge mais da metade dos jovens.

Além da França e da Espanha, outros países receberam o mesmo tratamento. Dois anos a mais foram concedidos para a Polônia, a Eslovênia e um ano para a Holanda e Portugal, para diminuir o déficit público abaixo de 3%.

As recomendações serão discutidas durante o encontro de chefes de Estado e de governo no fim de junho, antes de serem aprovadas formalmente pelos ministros de Finanças dos 27 países.

 

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