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Reportagem

Acidentes de trem levantam questão da segurança nas ferrovias europeias

Áudio 04:37
Os vagões do trem de passageiros saíram dos trilhos após uma curva na Espanha, levantando a questão do controle de velocidade.
Os vagões do trem de passageiros saíram dos trilhos após uma curva na Espanha, levantando a questão do controle de velocidade. REUTERS/Oscar Corral
Por: Silvano Mendes
7 min

O sistema ferroviário europeu sempre foi conhecido por sua fiabilidade. Mas em menos de um mês o descarrilamento de um trem na França, que matou sete pessoas em 12 de julho, seguido da catástrofe na Espanha duas semanas depois, no qual 79 pessoas morreram, e da colisão entre dois trens na Suíça nessa segunda-feira, que terminou com a morte do maquinista, essa reputação foi colocada em xeque. Problema mecânico, excesso de velocidade ou possível falha humana foram algumas das hipóteses levantadas nos diferentes casos. Mas será que isso quer dizer que não podemos mais confiar no sistema ferroviário europeu?

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Para Willy Colin, porta-voz da Associação dos usuários das estradas de ferro da França (AVUC), não há motivo para semear o pânico entre os passageiros. “O trem continua sendo um meio de transporte seguro apesar desses terríveis acidentes. Acidentes que, aliás, não devem ser conectados, pois os contextos e as circunstâncias são muito diferentes. Mesmo assim, isso traz à tona a questão da fiabilidade desses transportes, principalmente no que diz respeito às questões da segurança”, diz ele.

Já Georges Palais, engenheiro especialista em redes ferroviárias e consultor para a empresa Arterail, alerta que a ausência de falha humana é impossível, o que justifica a necessidade de dispositivos de alerta. Ele ressalta que a França tem um dos modelos mais avançados, com um sistema de trens em que os freios de urgência são acionados assim que a locomotiva ultrapassa a velocidade autorizada. Mas ele lembra que “por enquanto cada companhia ferroviária europeia tem seu próprio sistema de sinalização”.

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