Reportagem

Denúncias de espionagem não devem mudar as relações entre Brasil e EUA

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Os ministros da Justiça, José Eduardo Cardoso, e das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, durante coletiva sobre as denúncias de espionagem de agências norte-americanas de dados da presidenta Dilma Rousseff e assessores.
Os ministros da Justiça, José Eduardo Cardoso, e das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, durante coletiva sobre as denúncias de espionagem de agências norte-americanas de dados da presidenta Dilma Rousseff e assessores. Valter Campanato/ABr

O governo brasileiro aguarda explicações formais dos Estados Unidos, após denúncias de que a presidente Dilma Rousseff e assessores teriam sido monitorados pela NSA, Agência de Segurança Nacional daquele país. Mas, enquanto o governo norte-americano não se pronuncia, o que se discute é o real impacto do caso nas relações entre os dois países.Esse mais recente episódio de espionagem, envolvendo agora o suposto monitoramento dos presidentes do Brasil e do México, se soma às denúncias anteriores de que outros países também teriam sido alvo da NSA. Em entrevista, especialistas comentam os desdobramentos diplomáticos da crise. O ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Rubens Barbosa, destaca que embora seja ilegal e atinja a soberania nacional, a prática não é novidade.Já o professor Eric Hershberg, do Departamento de Estudos Latino-Americanos da American Univertity de Washington, acredita que os Estados Unidos não devem mudar o discurso em relação a esse tipo monitoramento, nem mesmo após o protesto do Brasil. E para o professor de relações internacionais da Fundação Getulio Vargas, Oliver Stuenkel, as denúncias de espionagem devem tomar o espaço de outros temas na reunião do G-20, que começa nesta quinta-feira em São Petesburgo.