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Quênia/terrorismo

Polícia diz que operação para libertar reféns em shopping chegou ao fim

Imagens das explosões ocorridas no shopping onde um grupo radical islâmico Al Shebab manteve reféns por mais de 40 horas.
Imagens das explosões ocorridas no shopping onde um grupo radical islâmico Al Shebab manteve reféns por mais de 40 horas. REUTERS/Siegfried Modola
Texto por: RFI
2 min

A polícia queniana informou que a operação de retomada do shopping chegou ao fim e que conseguiu resgatar “quase todos” os reféns que estavam nas mãos dos terroristas no centro comercial Westgate em Nairóbi. As autoridades quenianas não divulgaram, porém, quantas pessoas foram salvas. A princípio, dois terroristas foram mortos.

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Em uma rápida entrevista coletiva, o ministro do Interior do Quênia,  Joseph Ole Lenku, declarou: "Acredito que a operação tenha chegado ao fim". "Controlamos todos os andares [do shopping]. Os terroristas não conseguirão escapar", declarou.

Pelo twitter, a polícia definiu a operação como “um esconde-esconde” com o grupo terrorista que está fortemente armado. As autoridades policiais do Quênia informaram, porém, que estavam ganhando “cada vez mais terreno” contra os terroristas da milícia islâmica Al Shebab.

Entre os terroristas, a polícia informou que eles pertenciam a nacionalidades diferentes. Filmes feitos pelas câmeras de segurança do shopping mostram que o grupo de atiradores seria formado  12 combatentes que entraram no shopping pela entrada principal e pelo estacionamento armados com granadas, metralhadoras e pistolas.

Pela manhã, foram ouvidos novos disparos e três fortes explosões dentro e fora do shopping Westgate. Soldados quenianos e as forças de elite israelenses vindas em reforço já fizeram pelo menos três tentativas de pôr fim ao assalto da milícia islâmica Al-Shebab, originária da Somália. Um porta-voz do grupo islâmico divulgou uma mensagem na internet dizendo que devido à pressão "das forças quenianas e dos aliados cristãos, os atiradores estavam autorizados a agir contra os prisioneiros". Segundo relatos de testemunhas, os terroristas executaram pessoas que não conseguiam recitar uma prece islâmica.

Entre os mortos figuram duas francesas, mãe e filha, três britânicos, um sul-africano, um sul-coreano, uma holandesa, um peruano, dois indianos e um famoso poeta ganense.
 

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