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Reportagem

Prisão de ativistas relança debate sobre métodos do Greenpeace

Áudio 04:52
Ativista do Greenpeace escala uma plataforma petrolífera da Gazprom no Ártico, no dia 18 de setembro de 2013.
Ativista do Greenpeace escala uma plataforma petrolífera da Gazprom no Ártico, no dia 18 de setembro de 2013. REUTERS/Denis Sinyakov
Por: Kênya Zanatta

A detenção pelas autoridades russas de trinta ativistas do Greenpeace após um protesto contra a exploração de petróleo no Ártico reacendeu o debate sobre os métodos da ong ecologista baseada na Holanda. Clique em "Ouvir" para conferir a reportagem completa.

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Em uma audiência nesta quinta-feira, 26 de setembro de 2013, vários dos ambientalistas tiveram sua prisão preventiva prorrogada por dois meses. Eles podem ser acusados de pirataria, um crime passível de até 15 anos de prisão.

O caso corre o risco de se transformar em um incidente diplomático internacional, pois os ativistas são em sua maioria cidadãos de outros países. Entre eles está a brasileira Ana Paula Maciel, que deverá ficar detida por mais três dias a fim de prestar um novo depoimento.

Segundo Fabiana Alves, coordenadora da campanha de Clima e Energia do Greenpeace no Brasil, a organização busca apoio internacional para obter a libertação de seus militantes. Mas não deixará de realizar ações "pacíficas e criativas" na Rússia ou em qualquer outro país devido a esse tipo de pressão. 

Controvérsia

Desde sua criação em 1971, o Greenpeace se tornou conhecido pelas ações de protesto espetaculares, cuidadosamente planejadas para chamar a atenção do público para certas temáticas, como os testes nucleares e os alimentos transgênicos, e fazer com que elas entrem na pauta de discussão dos governos.

"Há uma notável eficiência na mobilização de recursos e no trabalho de comunicação. Eles produzem reportagens sobre suas ações que são entregues à imprensa e muitas vezes divulgadas diretamente", afirma o geógrafo Denis Chartier, professor da universidade de Orléans, que estudou o funcionamento do Greenpeace.

"O problema é que para garantir sua independência, a organização não aceita doações de empresas e governos, mas somente de gente como eu e você. Então esses protestos espetaculares não são somente um meio de ação eficaz, mas também uma necessidade para que o Greenpeace tenha sempre muita visibilidade e consiga recolher fundos a fim de continuar funcionando", acrescenta ele. 

"É preciso no entanto notar que o Greenpeace não faz somente esses protestos espetaculares. Eles dão cada vez mais espaço a outros tipos de ação, como o lobby nas instâncias internacionais", explica Denis Chartier.

 

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