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Cinema, literatura e música são temas de festivais pela Europa

Áudio 15:34
O tecladista Dr. Lonnie Smith, que se apresenta no Festival de Jazz de Granada
O tecladista Dr. Lonnie Smith, que se apresenta no Festival de Jazz de Granada Wikimedia Commons
Por: Gabriel Rocha Gaspar

Os festivais são a grande pedida para quem vive por aqui ou viaja à Europa nesta semana. A partir de 5 de novembro, Paris torna-se a capital mundial do cinema etnográfico. Entram na competição oficial do Festival Internacional Jean Rouch 40 documentários antropológicos. Além das sessões de filmes, que acontecem em museus e salas de cinema, esta 31ª edição da mostra traz debates, aulas e encontros com antropólogos que transformaram suas câmeras no principal instrumento de registro de populações afastadas dos grandes centros do mundo. E vice-versa: cineastas que dedicam sua arte a gente que dificilmente interessa ao cinemão mainstream.

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Ainda em Paris, a exposição Absolument Excentrique entra em sua última semana no Hotel de Ville. São 350 obras de mais de 160 artistas com doenças mentais. Os trabalhos incluem pinturas, esculturas e instalações, que expõem as emoções de pessoas que, se não fosse pela arte, seriam párias na sociedade. Esta distância da sociedade dita convencional evidentemente impacta sua criação: eles não têm compromisso com a técnica formal nem estão contaminados pelo jogo de oferta, demanda e especulação do mercado de arte.

De acordo com a curadora Catherine de St. Etienne, a exposição também tem um efeito transformador: "Para eles, o ato de expor faz um bem do ponto de vista social", ela afirma. "É um reconhecimento em relação a suas famílias, ao lugar que eles ocupam em suas famílias. Além disso, a exposição é uma maneira de integrá-los à sociedade. É por isso que damos a eles o status de artistas. Eles são reconhecidos socialmente como artistas".

Saímos de Paris, mas voltamos aos festivais: acontece a partir desta semana em Genebra o Tous Ecrans. Chamá-lo de mostra ou festival de cinema seria reducionista, já que além dos filmes - muitos deles em pré-estreia -, são oferecidos ao público, de graça, séries televisiva, filmes para a web, jogos de videogame e obras multimídia, que misturam várias dessas linguagens.

Durante todo o mês de novembro, a Grande Londres recebe o Festival Literário de Richmond. O programa deste ano inclui alguns dos grandes autores ingleses contemporâneos, como Charles Moore, que assina a biografia autorizada de Margaret Thatcher, e Peter Conradi, co-autor de "The King's Speech", livro que inspirou o filme "O Discurso do Rei". Além dos debates e palestras com escritores, acontecem coquetéis, cursos, discussões e, claro, muita leitura, tanto de trechos de romances quanto de poesias.

Depois deste giro europeu, a Agenda Europa passa pela Espanha, onde acontece o Festival de Jazz de Granada. Em seus 33 anos de história, o evento já apresentou alguns dos maiores nomes do gênero, como Miles Davis, Oscar Peterson, Art Blakey, Dizzy Gillespie, Wayne Shorter e Herbie Hancock. Neste ano, o programa principal do Festival é capitaneado pelo mestre do teclado Hammond Dr. Lonnie Smith e por um jovem e promissor trompetista: Christian Scott.

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