Ucrânia/Crise política

Encontro do presidente da Ucrânia com opositores termina sem resultados

Os líderes da oposição ucraniana Oleg Tyagnibok (no centro), Arseny Yatsenyuk (à esq.) e Vitali Klitschko (à dir.) em Kiev, neste 13 de dezembro de 2013.
Os líderes da oposição ucraniana Oleg Tyagnibok (no centro), Arseny Yatsenyuk (à esq.) e Vitali Klitschko (à dir.) em Kiev, neste 13 de dezembro de 2013. Reuters/Stringer

A primeira tentativa de diálogo entre o presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, e os três líderes da oposição, Oleg Tyagnibok, Arseny Yatsenyuk e Vitali Klitschko, não resultou em nenhum avanço para a crise política que o país enfrenta há quase quatro semanas.O presidente não respondeu às reivindicações levadas pelos opositore.  

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Nas tentativas de diálogo, o presidente ucraniano não fez concessões na primeira mesa redonda organizada hoje com os três líderes da oposição, que pertencem a partidos diferentes. O presidente limitou-se a receber as reivindicações, sem fazer nenhum comentário.

O único gesto de boa vontade foi a promessa de anistiar os manifestantes presos.

Nesta sexta-feira, os manifestantes ganharam um apoio de peso. O homem mais rico do país, Rinat Akhmetov, tomou sua defesa e distanciou-se do presidente Ianoukovitch, sinal de possíveis mudanças no país caracterizado por influentes clãs financeiros.

Milhares de ucranianos pró-europeus marcaram uma nova manifestação para o próximo domingo. Eles protestam contra a atitude do presidente Viktor Ianoukovitch, que se recusou a assinar um acordo de cooperação com União Europeia, negociado durante vários meses, preferindo aproximar-se da Rússia.

União Europeia ou Rússia?

Uma delegação do governo ucraniano se encontra nesse momento em Bruxelas para tentar obter uma ajuda financeira, mas exige 20 bilhões de euros para assinar o acordo com o bloco. Por outro lado, o presidente Ianoukovitch tem encontro marcado na semana que vem em Moscou para a assinatura de um acordo comercial com o vizinho russo.

O primeiro-ministro Dmitri Medvedev, alertou que a Ucrânia deve evitar uma divisão entre o oeste pró-europeu e o leste pró-Rússia, sem esquecer de apontar a "ingerência grosseira" dos responsáveis políticos do bloco europeu. A alusão se refere diretamente à Alta Representante da União Europeia para a política exterior e a segurança, Catherine Ashton, bastante crítica em relação à violenta repressão dos manifestantes.

 

 

 

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