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Morte/Rússia

Morre Mikhail Kalashnikov, o criador do fuzil AK-47

O criador do fusil AK-47, o engenheiro militar Mikhail Kalashnikov, em foto de arquivo.
O criador do fusil AK-47, o engenheiro militar Mikhail Kalashnikov, em foto de arquivo. REUTERS/Sergei Karpukhin/Files
Texto por: RFI
2 min

Morreu nesta segunda-feira, dia 23 de dezembro, o célebre criador do fuzil soviético AK-47, o russo Mikhail Kalashnikov. Com 94 anos, o engenheiro militar faleceu devido a complicações cardíacas em um hospital da cidade de Ijevsk, capital da Udmúrtia, a cerca de 1,3 mil quilômetros de Moscou, na Rússia.

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A empresa russa fabricante dos AK-47 lamentou, através de comunicado, a morte do especialista bélico, ressaltando “uma perda irreparável”. O presidente russo, Vladimir Putin, desejou suas condolências à família de Kalachnikov. Já o presidente da região da Udmúrtia, Viktor Tchoulkov, classificou o criador do célebre fuzil como “um dos patriotas mais brilhantes e talentosos”.

A arma automática que deixou Kalashnikov conhecido mundialmente começou a ser desenvolvida durante a Segunda Guerra Mundial e se tornou o fuzil padrão do exército russo em 1947. Seu criador, no entanto, não teria jamais sido recompensado financeiramente pela criação e venda dos AK 47.

Os famosos fuzis foram adaptados a vários modelos e utilizados ao longo dos tempos por exércitos e guerrilhas de cerca de 80 países. Estima-se que 100 milhões de exemplares tenham sido vendidos em todo o mundo desde a sua criação. A maioria deles, no entanto, teria sido fabricada e comercializada ilegalmente, especialmente por países do antigo bloco comunista.

"Todo o tipo de criminoso"

Na celebração de seu aniversário de 90 anos, em 2009, Kalashnikov declarou que seu objetivo com a criação do fuzil era de “defender a sociedade”. Na ocasião, ele reconheceu: “Não é agradável ver todo o tipo de criminoso atirar com minhas armas”.

O AK-47 também se tornou o símbolo da luta armada pela independência de diversos países e movimentos, entre eles o Moçambique – onde está estampado até mesmo na bandeira nacional – e a milícia xiita libanesa Hezbollah.

 

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