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França/África

França prolonga missão militar na República Centro-Africana

Contigente francês da "Operação Sangari" na República Centro-Africana.
Contigente francês da "Operação Sangari" na República Centro-Africana. REUTERS/Luc Gnago
Texto por: RFI
2 min

Nesta quarta-feira (26) o Parlamento francês aprovou por larga maioria de votos o prolongamento por três meses da intervenção de suas forças armadas na República Centro-Africana. O primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault se opôs, considerando que a presença francesa no país apresenta "muitas dificuldades".

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Os deputados aprovaram a iniciativa por 428 votos a favor, 14 contra e 21 abstenções. O Senado já havia aprovado a prolongação por 328 votos a favor, 3 contra e 15 abstenções.

O conjunto da classe política francesa confirmou assim a decisão de alongar a intervenção armada, batizada de "Operação Sangaris", além dos quatro meses iniciais previstos. No entanto, persistem as dúvidas sobre a eficácia real do dispositivo francês.

O primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault não esconde sua reticência em deixar por mais tempo os soldados franceses no país: "As dificuldades são consideráveis", ele argumenta, lembrando que a França já evitou que a guerra se agravasse.

O voto do Parlamento francês foi elogiado pela presidente interina centro-africana, Catherine Samba Panza, cumprimentando o "povo francês que veio socorrer o povo centro-africano". As eleições locais estão previstas para 2015.

Contingente francês

Atualmente há 2.000 soldados da França mobilizados no país, apoiados por 6.000 militares da Força da União Africana no Centro da África (Misca).

Apesar dos tanques e soldados nas ruas, a violência marca a cena cotidiana, com banhos de sangue e confrontos. A oposição francesa criticou a intervenção desde o começo, em dezembro de 2013: "Nada foi resolvido, o país continua sendo palco de violências", declarou o deputado de oposição da direita, Eric Woerth, do partido UMP. "Evitamos um massacre, mas não há Estado, justiça, polícia, escola, não há mais nada...", afirma Woerth.

Segundo as últimas pesquisas oficiais, 42% dos franceses aprovam a operação militar francesa na antiga colônia.

O conflito

Em 5 de dezembro passado, 1.600 militares foram enviados à República Centro-Africana pelo presidente François Hollande.

Desde a tomada de poder em março de 2013 pelos rebeldes Séléka, de maioria muçulmana, os ataques contra cristãos começaram a se multiplicar. Para se defender, os cristãos formaram milícias que vêm atacando os civis muçulmanos.

 

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