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Linha Direta

Obama não quer envolver EUA em nova guerra

Áudio 04:37
O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se nesta segunda-feira (3) para discutir a situação da Ucrânia.
O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se nesta segunda-feira (3) para discutir a situação da Ucrânia. REUTERS/Shannon Stapleton
Por: Maria Emilia Alencar
7 min

Diante da escalada militar comandada por Vladimir Putin na península ucraniana da Crimeia, de maioria russa, os Estados Unidos estudam sanções econômicas e diplomáticas para isolar Moscou. Apesar de o secretário de Estado John Kerry ter falado que todas as opções estão na mesa, o conflito armado não está nas intenções do presidente Barack Obama, que não quer envolver os Estados Unidos em uma outra guerra. A postura cautelosa de Obama gera uma porção de críticas internas, como relata nossa correspondente em Washington, Raquel Krahenbuhl.

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Os americanos mais conservadores, assim como os liberais intervencionistas, criticam novamente a liderança de Obama, acusando-o de ser fraco, indeciso, e de prejudicar a credibilidade do país com sua política externa. O senador John MacCain chegou a dizer que ninguém mais acredita no poder americano, que a política externa de Obama é "irresponsável" e parcialmente culpada pelo avanço das forças russas na Ucrânia.

Obama vem priorizando a diplomacia e não a guerra. Na semana passada, o Pentágono deu prova disso quando anunciou um corte no orçamento remodelando o poder militar dos Estados Unidos, preparando o país para um novo tipo de guerra – usando mais forças especiais e reduzindo o Exército ao menor contingente desde antes da Segunda Guerra Mundial.

Mudanças no Pentágono

Pelo menos por enquanto, o Pentágono deixou clarou que as forças militares não vão se envolver no conflito da Ucrânia. Assiste-se a uma movimentação de navios de guerra americanos na região, mas sem forças terrestres ou planos de ataque. Para alguns especialistas, isso já poderia fazer a diferença para pressionar a Rússia.

Obama tenta desfazer qualquer comparação com a Guerra Fria. Mas as ações russas sugerem o contrário. Putin mobilizou suas tropas rapidamente na região. A diplomacia americana reconheceu que um ultimato e uma possível intervenção russa na Ucrânia "seria uma perigosa escalada da situação". Portanto, o fantasma da Guerra Fria volta a assombrar.

Ouça a análise completa sobre a crise na Ucrânia vista dos Estados Unidos clicando no alto da página.
 

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