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China/Boeing desaparecido

China concentra buscas pelo avião da Malaysia Airlines em seu território

Homem mostra a foto de seu filho, um dos passageiros do voo MH 370 da Malaysia Airlines, desaparecido há dez dias.
Homem mostra a foto de seu filho, um dos passageiros do voo MH 370 da Malaysia Airlines, desaparecido há dez dias. REUTERS/Stringer
Texto por: RFI
3 min

Dez dias após o desaparecimento do Boeing da Malaysia Airlines, a China decidiu fazer buscas em seu próprio território. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (18) pelo chanceler chinês na Malásia, Huang Huikang. Pequim se concentra em regiões do país situadas no chamado "corredor aéreo norte", onde o aparelho poderia eventualmente seguir uma trajetória.

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Das 239 pessoas a bordo do voo MH 370, 153 eram chinesas - o que justifica a mobilização e a pressão insistente de Pequim por notícias do paradeiro do Boeing.

A Malásia pediu aos países de origem dos passageiros para que verifiquem seus antecedentes criminais. A China já declarou que não encontrou provas de que nenhum dos chineses a bordo do MH 370 poderiam ter desviado a aeronave ou ter intenções de perpetrar um atentado terrorista.

Autoridades ocidentais disseram hoje que as investigações realizadas até agora não apontam nenhum antecedente criminal ou motivação política que pudesse levar alguém à bordo a sequestrar o avião.

Os investigadores estão convencidos de que o aparelho foi desviado intencionalmente por alguém com uma vasta experiência em pilotagem de Boeing e aviação comercial. Assim, a vida dos dois pilotos está sendo cuidadosamente analisada mas, até o momento, nada suspeito foi identificado no histórico deles. A hipótese do suicídio de um dos pilotos não é descartada, embora seja considerada remota.

26 países realizam buscas

Um número recorde de 26 países participam das buscas pelo MH370 que desapareceu quando fazia o trajeto Kuala Lumpur - Pequim. Entre as regiões revistadas, estão o norte da Tailândia, a Ásia Central, a Indonésia e o sul do Oceano Índico, onde as buscas devem durar várias semanas, preveniram autoridades australianas.

As enquetes entram hoje em seu 11° dia , sem nenhum traço físico do aparelho. Os trabalhos realizados até o momento raramente apresentaram elementos relevantes e muitos resultados apresentados são contraditórios - o que vem revoltando os parentes das vítimas. Familiares dos passageiros chineses ameaçaram hoje realizar uma greve de fome em protesto contra a má gestão das buscas pelas autoridades da Malásia.

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