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Reportagem

Curtas brasileiros filmados no Vietnã e Portugal competem em Toulouse

Áudio 04:45
Cena do curta "O Caminhão do Meu Pai", de Mauricio Osaki.
Cena do curta "O Caminhão do Meu Pai", de Mauricio Osaki. Divulgação
Por: Patricia Moribe

 Dois filmes brasileiros estão na competição de curtas do Cinélatino, de Toulouse. “Fernando que ganhou um pássaro do mar”, de Felipe Bragança e Helvécio Marins Jr., e “O Caminhão do meu pai”, de Maurício Osaki.

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“O Caminhão do meu pai” foi totalmente rodado no Vietnã como parte do curso de mestrado de Maurício Osaki no campus de Cingapura da Universidade de Nova York, a NYU. “A ideia era abordar a relação de um menino com o pai, mas nenhum ator se encaixava no papel do filho”, conta o diretor. “E dai eu me deparei com uma menina fantástica, de dez anos, que acabou alterando o roteiro”. Em relação ao vietnamita ser uma língua que ele não domina, ele diz que “a língua engana muito, o que conta muito é a linguagem corporal e emocional”.

O filme foi financiado em parte pela NYU (equipamentos), pelo crowdfunding (‘a vaquinha da internet’, como diz Osaki) e com a colaboração de amigos e colegas.

Já “Fernando que ganhou um pássaro do mar” é uma fábula, sobre um português do Porto, abalado pela crise, que fantasia sobre um Brasil utópico. O filme foi uma iniciativa do festival de curtas de Vila do Conde, em Portugal. A ideia é que o curta de alguma forma tratasse a relação entre Brasil e Portugal, “com liberdade total”, conta o diretor.

Pesquisando em entrevistas já feitas pelo codiretor Helvécio Marins Jr, Felipe Bragança ficou fascinado com um homem, Fernando, que quase não falava e que praticamente fugia da câmera. A partir dai, o roteiro foi se desenvolvendo em torno das fantasias de Fernando, vivendo num país em plena crise, a respeito de um Brasil utópico. E no curta, o Brasil do outro lado é uma potência imaginária, no comando de um nativo.

 

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