Acessar o conteúdo principal
Reportagem

Regularização do lobby favoreceu a União Europeia

Áudio 06:06
O brasileiro Jogi Oshiai representa interesses do agronegócio latino-americano junto das instituições europeias.
O brasileiro Jogi Oshiai representa interesses do agronegócio latino-americano junto das instituições europeias. Divulgação

O Parlamento Europeu e a Comissão Europeia, órgão executivo do bloco, possuem um cadastro onde estão inscritos os lobistas e grupos de influência que atuam junto da União Europeia. Esse cadastro, criado em 2011 para dar transparência à atividade dos grupos de pressão política, é atualizado sistematicamente e acessível a qualquer cidadão. Nesta reportagem, dois defensores de interesses brasileiros em Bruxelas descrevem o trabalho de "lobby" na Europa.

Publicidade

Basta entrar no site do Parlamento Europeu e lá estão listadas mais de 6.600 referências de escritórios de lobbying, de advocacia, representantes de entidades setoriais, organizações da sociedade civil, grupos acadêmicos de reflexão e até representantes de comunidades religiosas.

O "Registro da Transparência" da União Europeia contém dados facilmente acessíveis por parte de organizações e trabalhadores independentes envolvidos na definição e implementação das políticas, dados estatísticos relativos a todos os partidos registrados e, ainda, uma lista das pessoas autorizadas a circular no Parlamento Europeu.

Enquanto no Brasil o lobista ainda sofre de uma imagem negativa junto da população, na União Europeia é uma profissão como outra qualquer.

Jogi Oshiai representa interesses do agronegócio latino-americano junto das instituições europeias. Ex-funcionário da Missão do Brasil no bloco, hoje diretor de Assuntos Públicos no escritório de advocacia Frattini Vergano, de Bruxelas, Oshiai disse em entrevista à RFI que a profissão de lobista evoluiu no momento em que foi regularizada na Europa.

Segundo ele, no passado, "o lobista também era associado a um indivíduo desonesto, como continua acontecendo no Brasil, mas essa percepção mudou". Atualmente, pelas contas de Oshiai, "mais de 16 mil profissionais de alto nível trabalham como lobistas na Europa, para defender interesses privados e públicos junto dos tomadores de decisão". A credibilidade de um lobista europeu é construída segundo critérios de honestidade e transparência, afirma o brasileiro. 

A consultora Géraldine Kutas defende os interesses dos produtores brasileiros de cana-de-açúcar no Parlamento Europeu. Ela disse à RFI não ter dificuldades para ser recebida pelos eurodeputados e a Comissão Europeia. "A maior parte do nosso trabalho é esclarecer as condições de produção no Brasil, do ponto de vista social e ambiental, e mostrar a complementaridade, para ver de que maneira podemos avançar juntos nos dossiês".

Ouçam as entrevistas completas no arquivo de áudio.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.