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Linha Direta

Moscou busca responsáveis por descarrilamento de metrô que deixou mais de 20 mortos

Áudio 04:00
Equipes de resgate tentam retirar feridos de vagão destruído após acidente no metrô de Moscou.
Equipes de resgate tentam retirar feridos de vagão destruído após acidente no metrô de Moscou. REUTERS/Press Service of Russian Emergencies Ministry
7 min

O governo russo deu início na manhã desta quarta-feira (16) às investigações sobre os responsáveis pelo descarrilamento de uma composição do metrô de Moscou ontem. Dois suspeitos já foram detidos. Ao menos 21 pessoas morreram e 217 ficaram feridas neste que é um dos acidentes ferroviários mais graves da história do país.

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Marina Darmaros, correspondente da RFI Brasil na Rússia

Enquanto as críticas se multiplicam na imprensa e nas redes sociais do país, as autoridades russas se correm para encontrar os responsáveis pelo descarrilamento dos três vagões da linha azul do metrô de Moscou. O acidente aconteceu ontem por volta de 8h30 no horário local, entre as estações Park Pobedy, a mais profunda do metrô moscovita, aberta em 2003, e Slavianski Bulvar, inaugurada em 2008.

Os suspeitos detidos hoje, Valeri Bachkatov e Iuri Gordov, trabalham no metrô e não teriam respeitado normas de segurança. Eles seriam responsáveis por reformas no trecho onde o acidente foi registrado.

Até o momento, não há mais informações oficiais sobre a causa do descarrilamento. A versão inicial é de que o trem teria freado violentamente quando os freios de emergência pararam devido a uma queda de energia elétrica. As autoridades descartaram, desde ontem, a possibilidade de um atentado terrorista.

Após o acidente, mais de 300 pessoas foram retiradas das linhas próximas ao ocorrido. Os últimos números do Ministério russo da Saúde apontam para 21 mortos e 217 feridos. Ainda há 150 vítimas em 15 hospitais da capital, 47 delas em estado grave.

O vice-diretor do Ministério para Situações de Emergência da Rússia, Vladimir Stepanov, prometeu restabelecer as operações na linha nesta quarta-feira. O prefeito de Moscou, Serguei Sobienin, declarou luto hoje na capital.

Sete milhões de pessoas por dia

O metrô moscovita, um dos maiores do mundo, transporta, diariamente, quase 7 milhões de pessoas. As estações começaram a ser construídas em 1935, mas a estação onde o acidente foi registrado foi inaugurada em 2008. Além disso, apesar de o sistema contar com trens antigos, os vagões que descarrilaram fazem parte de um dos modelos mais recentes do metrô.

O sistema de transporte férreo moscovita vem registrando acidentes há algum tempo. No último 21 de março, a inundação de um túnel interrompeu a circulação entre as estações Shelkovskaia e Partizanskaia, no nordeste da capital. Cerca de 600 pessoas foram foram retiradas do local e um funcionário da companhia de água e esgotos de Moscou morreu.

Ajuda às vítimas

O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, declarou que é urgente que as autoridades ajudem as vítimas e suas famílias. Segundo ele, o governo federal tem a missão de reparar rapidamente os danos no metrô.

O presidente Vladimir Putin, que está no Brasil e participa da Cúpula do Brics, ofereceu suas condolências às famílias das vítimas.

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