França/Iraque

França envia armas para as forças curdas do Iraque

Com o envio de armas ao Iraque, a França  pretende ajudar na luta contra os extremistas do Estado Islâmico.
Com o envio de armas ao Iraque, a França pretende ajudar na luta contra os extremistas do Estado Islâmico. REUTERS/Ari Jalal

Enquanto o novo-primeiro ministro do Iraque, Haidar al-Abadi, se dedica a formar um governo de união nacional, e tirar o país da crise política e humanitária, os esforços da comunidade internacional se intensificam para ajudar no combate aos jihadistas do Estado Islâmico do Iraque. Depois do Reino Unido, a França é o segundo país a anunciar que vai enviar armas para as forças curdas que lutam contra o avanço da rebelião.

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Em comunicado divulgado hoje (13), o presidente francês, François Hollande, diz que a decisão foi tomada depois da reunião com o presidente do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani. O envio de armas “responde às necessidades urgentes expressas pelas autoridades da região”, declara o documento. O carregamento de armas será enviado ao Iraque nas próximas horas, de acordo com o Palácio do Eliseu.

“A situação catastrófica enfrentada pela população na região do Curdistão iraquiano precisa da continuação da mobilização da comunidade internacional”, diz Hollande no comunicado. “A França espera, desta forma, ter um papel ativo fornecendo toda a assistência necessária ao Iraque, sob a coordenação das novas autoridades do país", completa o documento.

No último domingo, o governo francês enviou 18 toneladas de medicamentos, barracas, material para tratamento e distribuição de água para cerca de 50 mil pessoas. Um outro voo francês chega hoje à capital curda Erbil levando mais alimentos e equipamentos, dentro do projeto de ajuda humanitária.

Crise humanitária

Com o avanço dos jihadistas em direção à região autônoma do Curdistão iraquiano, onde se refugia boa parte da minoria cristã e da minoria não-muçulmana dos Yazidis, a crise humanitária se intensifica. Desde sexta-feira, os Estados Unidos tentam conter os radicais, bombardeando suas posições no norte do Iraque.

Cerca de 35 mil pessoas fugiram nas últimas 72 horas para as montanhas de Sinjar, onde se encontram desabrigados, sem alimentos e água.

A comunidade internacional se apressa para agir e evitar um genocídio. O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, anunciou que os Estados Unidos estudam uma retirada urgente das minorias das montanhas. Washington enviou ontem 130 conselheiros militares a Erbil para avaliar a situação dos Yazidis.

Além dos Estados Unidos, Reino Unido e França também realizam operações aéreas, lançando carregamentos de alimentos e água na região. A Austrália anunciou que também vai participar da ação.

90 mil euros

A prefeitura de Paris anunciou hoje à tarde o desbloqueio de uma ajuda de urgência de € 90 mil (cerca de R$ 274 mil) para operações humanitárias no norte do Iraque. A doação é uma resposta às solicitações das ONGs Médicos do Mundo e da Cruz Vermelha.
 

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