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Nova equipe de governo é "coerente" com exigiu François Hollande

O presidente François Hollande e seu ex-conselheiro econômico Emmanuel Macron no Palácio do Eliseu, em 1° de outubro de 2013.
O presidente François Hollande e seu ex-conselheiro econômico Emmanuel Macron no Palácio do Eliseu, em 1° de outubro de 2013. REUTERS/Philippe Wojazer/Files
4 min

A reforma ministerial anunciada pelo primeiro-ministro francês, Manuel Valls, ocupa as principais manchetes da imprensa francesa desta quarta-feira (27). Os jornais repercutem principalmente a nomeação do novo ministro da Economia, Emmanuel Macron, que simboliza a coerência da política econômica conduzida pelo presidente François Hollande.

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A maioria dos jornais afirma que as escolhas do chamado "governo Valls 2" deixam claro que o presidente e o primeiro-ministro se cercaram de aliados fiéis. O Le Figaro destaca que ficaram de fora os ex-ministros que provocavam problemas para o governo, ao criticarem a linha econômica fixada por Hollande, como Arnaud Montebourg, Benoît Hamon e Aurélie Filippetti.

O jornal conservador afirma que Manuel Valls se esforçou para elaborar a "arquitetura de um novo governo que atendesse ao pedido de Hollande de coerência com os objetivos definidos pelo chefe de Estado". O sinal mais claro disso, segundo Le Figaro, foi a nomeação de Emmanuel Macron para a pasta da Economia e Indústria.

Para o jornal, o recado foi direto para a ala mais à esquerda do Partido Socialista, que acusa Macron, ex-conselheiro econômico do presidente, de ser o responsável pela guinada social-liberal do presidente François Hollande.

Em editorial, o jornal conservador afirma que depois de cumprir a promessa de escolher uma equipe coerente com seus objetivos, "o chefe de Estado tem também que dar o exemplo de clareza e dizer toda a verdade aos franceses, começando pela situação financeira do país".

Coerência 

O jornal progressista Libération diz que o novo ministro da Economia, Emmanuel Macron, um social-liberal assumido, se tornou "um símbolo de uma equipe disciplinada e que responde à coerência exigida por Hollande". Segundo o jornal, Macron chega ao ministério com grandes desafios, entre eles o projeto de lei sobre o crescimento e o poder aquisitivo dos franceses.

O Libération também dedica bastante espaço para falar sobre a ascenção espetacular de Najat Vallaud-Belkacem, de 36 anos. Muito próxima do presidente Hollande, ela será a primeira mulher a assumir uma dos principais ministérios, o da Educação, que engloba também o de Ensino Superior e Pesquisa. Na França, esse cargo é considerado dificílimo, mas é um trampolim para o cargo de primeiro-ministro, lembra Libération.

Maioria parlamentar fica fragilizada

Esta nova equipe dirigida por Valls está unida em relação à orientação econômica fixada por Hollande, mas vai enfrentar uma base frágil no Parlamento, afirma o jornal Les Echos. As nomeações foram calculadas, mas não devem consolidar a base parlamentar que dá sustenção ao governo socialista, segundo o diário econômico.

Os radicais de esquerda se mantiveram no governo, mas os ecologistas se recusaram a fazer parte da equipe e a ala mais à esquerda do PS ficou sem representantes de peso no gabinete de Valls. Por isso, de acordo com o Les Echos, "a maioria governamental ficou completamente aleatória na Assembleia".

O jornal traz em sua manchete o recado dos grandes empresários do país ao novo governo. O presidente do Medef, o sindicato patronal francês, Pierre Gataz, pede uma "verdadeira estratégia para a retomada do crescimento da França" e a "manutenção da política para melhorar a competitividade das empresas do país".

 

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