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Milionária cria cidade da arte enquanto espanhóis revivem batalha romana

Áudio 07:57
"Guerreiro cântabro" pronto para defender seu vilarejo, no Festival de 2012
"Guerreiro cântabro" pronto para defender seu vilarejo, no Festival de 2012 Flicker
Por: Gabriel Rocha Gaspar

Herdeira do laboratório farmacêutico Roche, a multimilionária suíça Maja Hoffmann decidiu transformar Arles, no sul da França, na nova capital europeia da cultura. Em entrevista à RFI, a mecenas, que é membro do conselho de admnistração do Tate Modern, afirmou que a decisão partiu de uma afinidade, já que ela estudou e começou a trabalhar na cidade de 52 mil habitantes, mas também de uma oportunidade de negócio. A cidade tem um parque de ateliês, construído em uma velha zona industrial, que lota durante uma grande mostra anual de fotografia e esvazia na média e na baixa temporada.

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Por isso, ela resolveu que, até 2018, injetará 150 milhões de euros na construção de um prédio de 56 metros de altura de vidro e aço para abrigar um centro cultural, uma biblioteca, um museu e o que mais vier. O prédio, com formato de arena e revestido de lâminas metálicas que imitam as pinceladas de Van Gogh, foi idealizado pelo badalado arquiteto canadense Frank Gehry, que assina nada menos do que o Guggenheim de Bilbao.

Esse status de futuro polo artístico já começa a impactar a vida cultural em Arles. Além das exposições diretamente ligadas ao megaprojeto, como a das maquetes de Frank Gehry no campus Luma, acontecem outras, embaladas pelo afluxo de amantes de arte.

O próprio parque dos ateliês, por exemplo, recebe a partir desta semana a exposição de fotografia Off The Wall, que apresenta obras raras ou absolutamente desconhecidas de grandes fotógrafos. Isso sem contar a renovada Fundação Van Gogh, que traz algumas das mais belas telas do gênio holandês pintadas justamente em Arles.

Festival de Cinema em Veneza

Em Veneza, acontece até o dia 6 de setembro, a 71ª Mostra Internazionale d'Arte Cinematografica. São 55 longas inéditos e quatro mostras diferentes, uma delas com 19 filmes clássicos restaurados. Um dos destaques desta edição é Birdman, do diretor mexicano Alejandro González Iñarritu, que conta a história de um ator que fez fama nos anos noventa na pele do super-herói que dá nome ao filme.

Mas o tempo passou, e ele tenta se relançar na Broadway com uma peça que ele próprio escreveu e se livrar do fantasma do Birdman. Esse Birdman, na verdade, é o Batman do Tim Burton, que foi interpretado por Michael Keaton. Pois, mais velho, mais barrigudo e com menos cabelo, é o próprio Keaton que protagoniza o longa, ao lado de Edward Norton. E Norton rouba o papel principal da própria peça. Mais ou menos como o Coringa de Jack Nicholson fez com o Batman de Keaton...

O filme era a menina dos olhos de Thiérry Fremaux, diretor do festival de Cannes, mas não ficou pronto a tempo de entrar na mostra francesa. Sorte da organização italiana!

Batalha romana na Espanha

Por falar em Festival, tem um bem peculiar rolando na cidade espanhola de Las Corales de Buelna. São as Guerras Cántabras, uma encenação contemporânea do combate que aconteceu na região em 26 antes de Cristo, entre as legiões do imperador romano Augusto César e os cântabros, última tribo espanhola a resistir ao império.

Durante este fim de semana e o próximo, a cidade inteira se veste em roupas de época e troca espadadas no circo máximo. Mas essa brincadeira de Asterix entre adultos não é tudo: tem também uma feira de produtos típicos, desfiles, ateliês práticos de arqueologia, conferências, concursos gastronômicos, oficinas de táticas militares romanas e até um campeonato internacional de lançamento de sandálias. Não é a toa que, desde 2008, o evento está no calendário turístico oficial da Espanha.
 

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