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Com apoio de só 13% dos franceses, Hollande bate recorde de impopularidade

O president François Hollande durante entrevista coletiva em 31 de agosto de 2014.
O president François Hollande durante entrevista coletiva em 31 de agosto de 2014. Reuters/路透社
4 min

A queda histórica de popularidade do presidente François Hollande, a nova estratégia da Air France para desenvolver sua filial low cost e o anúncio surpreendente do Banco Central Europeu de redução da taxa de juros são os assuntos que dominam as manchetes da imprensa francesa nesta sexta-feira, 5 de setembro.

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Uma recente pesquisa encomendada pelo jornal Le Figaro revela que o presidente francês chegou ao fundo do poço. Ele é aprovado por apenas 13% dos franceses, o mais baixo índice de confiança em um presidente francês. Esse recorde absoluto de impopularidade afeta também a imagem do primeiro-ministro Manuel Valls. Em abril, o chefe de governo tinha 46% de popularidade e agora, apenas 30%. "A descida ao inferno", foi o título escolhido pelo Le Figaro para ilustrar o resultado da sondagem.

Essa pesquisa, informa o jornal, foi realizada antes do último anúncio do aumento do desemprego e da publicação do livro da ex-primeira- dama Valérie Trierweiler no qual ela afirma que Hollande tem um grande desprezo pelos pobres.

Em editorial, Le Figaro diz que a pequisa traduz a decepção dos eleitores com o presidente socialista. E o diário conservador questiona: até quando François Hollande vai conseguir se manter no cargo? Como ele está próximo de uma paralisia, Le Figaro não descarta a hipótese de que ele possa convocar eleições antecipadas.

Impulso para a zona do euro

O Les Echos afirma que as medidas de política monetária tomadas pelo BCE tiveram "o efeito de uma bomba". A instituição surpreendeu literalmente todo mundo ao baixar sua taxa de juros para um nível jamais visto, de 0,05%. Ao lançar um vasto programa de compras de ativos, o Banco Central Europeu quer facilitar a liberação de crédito na zona do euro.

O BCE quer também diminuir o valor da moeda única para facilitar as exportações. A instituição está muito preocupada com a deflação e a falta de crescimento no bloco, avalia o Les Echos. Segundo o jornal, O FMI e o governo francês gostaram das medidas, mas a Alemanha acolheu com frieza essa cartada do Banco Central.

Para o Le Figaro, o presidente da BCE, Mario Draghi, mostra sua artilharia pesada a fim de relançar a economia europeia. O "Super Mario", como o jornal se refere ao dirigente italiano, voltou com tudo e se cansou dos discursos acadêmicos. Agora, ele passou para as ações concretas, com anúncios bombásticos que sempre agradam aos mercados. Prova disso, segundo o jornal conservador é que o euro já caiu ontem para menos de 1 dólar e 30 centavos, como queriam muitos europeus.

Air France aposta na filial low cost

Libération traz uma longa reportagem sobre a companhia aérea Air France-KLM, que estuda investir mais na sua filial low cost Transavia. Esta nova estratégia da empresa encontra oposição principalmente entre o sindicato de pilotos, afirma o jornal.

Isso porque a empresa pensa em criar bases operacionais da Transavia em outros países da Europa como Portugal, por exemplo. Assim, pilotos e pessoal de tripulação teriam contratos de trabalho com regras trabalhistas locais mais flexíveis e com salários menores. Atualmente, os pilotos têm contratos com base nas leis francesas e holandesas.

Em editorial, Libération lembra que o surgimento de empresas low cost no setor aéreo permitiu a muitos passageiros com renda mais modesta viajarem de avião. Mas o consumidor deve questionar se pagar mais barato hoje não significa também aceitar ganhar menos no futuro.

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