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Grupo Estado Islâmico/Ameaça

Grupo Estado Islâmico ameaça EUA, França e países aliados de atentados terroristas

Foto de arquivo de um integrante do grupo Estado Islâmico na cidade de Mossul, no Iraque, sob domínio da facção desde junho.
Foto de arquivo de um integrante do grupo Estado Islâmico na cidade de Mossul, no Iraque, sob domínio da facção desde junho. AFP PHOTO / YOUTUBE
Texto por: RFI
3 min

Em uma mensagem divulgada nesta segunda-feira (22), o porta-voz do grupo ultrarradical Estado Islâmico, Abu Mohamed al-Adnani, recomendou aos seguidores da organização "isolar os infiéis americanos, europeus" e matá-los. A facção também ameaça cometer atentados contra os países ocidentais e seus aliados em represália aos bombardeios a alvos do movimento no norte do Iraque.

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“Se vocês puderem matar um americano ou um europeu – em particular os malvados e sujos franceses – ou um australiano, um canadense ou qualquer cidadão de países que se aliaram à coalizão contra o grupo Estado Islâmico, pense em Alá e o mate de qualquer maneira”, disse o porta-voz na mensagem que foi traduzida em várias línguas.

Al-Adnani também sugere que, na falta de bombas caseiras, sejam usados outros métodos: apedrejamento, esfaqueamento, atropelamento, envenenamento, enforcamento, entre outras práticas violentas. “Mate-os, sejam eles civis ou militares”, completou.

Dirigindo-se ao presidente norte-americano, Barack Obama, o porta-voz criticou a decisão do país de realizar bombardeios e não enviar tropas terrestres ao Iraque. “Os Estados Unidos e seus aliados não são capazes de nos combater por terra? Se a América descer em nosso solo, será conduzida a seu túmulo e a sua destruição”, reiterou.

Sem medo

Nesta manhã, o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, disse que a “França não tem medo” do grupo Estado Islâmico. “Esta não é a primeira vez que o país é ameaçado por terroristas”, respondeu.

“A França não tem medo porque sabe que pode contar com a solidariedade de todos os cidadãos franceses a vigilância das forças de segurança, que são a melhor resposta”, reiterou.

O ministro não evocou, no entanto, o reforço da segurança no país porque, segundo ele, o dispositivo atual é eficaz. “Há vários meses, nossas forças de segurança estão plenamente mobilizadas para trabalhar contra os riscos relacionados a atividades de grupos terroristas na Síria e no Iraque”, ressaltou.

Cazeneuve lembrou que desde janeiro, a polícia francesa prendeu 110 suspeitos de integrar milícias jihadistas, além de ter desmantelado grupos que recrutavam jovens para lutar na Síria e no Iraque. “Mesmo que o ‘risco zero’ não exista, tomamos 100% de precauções hoje. O governo continuará a aplicar todas as medidas para garantir a segurança dos franceses, e o fará com sangue-frio, sem se deixar impressionar pelas ameaças dos terroristas”, finalizou.

Fuga dos curdos

Desde a última terça-feira, os ultrarradicais do Estado Islâmico tomaram 60 vilarejos da Síria próximos à fronteira com a Turquia, em uma estratégia de expandir o domínio do grupo. A invasão intensificou o êxodo em massa dos curdos sírios do país.

De acordo com a ONU, cerca de 100 mil pessoas atravessaram a fronteira para a Turquia desde sexta-feira. Segundo o governo turco, este número chegou a 130 mil refugiados.

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