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Saúde

Profissionais em campo falam das dificuldades de tratar o ebola

Áudio 03:49
Pessoas recebem ajuda humanitária em Serra Leoa, um dos países mais afetados pelo ebola.
Pessoas recebem ajuda humanitária em Serra Leoa, um dos países mais afetados pelo ebola. REUTERS/Josephus Olu-Mamma
Por: Patricia Moribe
6 min

As contaminações pelo ebola crescem em números exponenciais. Em Serra Leoa, um dos três países mais afetados pela febre hemorrágica, ao lado da Libéria e Guiné, cerca de cinco pessoas por hora são infectadas pelo vírus do ebola. A cada 20 dias, o número de pessoas atingidas dobra. Em campo, os especialistas lutam contra a falta de pessoal capacitado, de leitos e de materiais de proteção descartáveis, que são utilizados em quantidade massiva, como conta a médica Margaret Harris, porta-voz da Organização Mundial da Saúde em Serra Leoa.

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“Precisamos de leitos, de pessoas capacitadas para usar os equipamentos de segurança e tratar dos doentes, além de suprimentos e material descartável – tudo isso, claro, custa dinheiro, e vamos precisar de fundos”, diz Margaret Harris.

É uma corrida contra o relógio. O Canadá está disponibilizando vacinas experimentais para a OMS. Eficazes em chimpanzés, a dra Harris conta que a droga será testada em humanos nos Estados Unidos e Europa.

O médico Luiz Loures, diretor-executivo adjunto da Unaids e secretário-geral assistente da OMS, integra a comissão da OMS de combate ao ebola. Ele explica que, por causa da emergência do ebola, o uso de tecnologia experimental está sendo tratado com mais flexibilidade.

Efeitos colaterais

Loures alerta ainda que a mobilização do ebola nos três países da África prejudicou também outros setores da saúde local, como os tratamentos para a Aids, para gestantes e crianças. Ele cita ainda o efeito secundário na economia do país, até recentemente uma das economias mais promissores da África.

Jois Ortega, médica infectologista, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas – Fiocruz, explica que o Brasil não dispõe de tratamentos experimentais. “Caso haja alguma confirmação, o paciente terá um tratamento de suporte, como preconiza a OMS”. Ela lembra que outras doenças virais, como a dengue e a malaria, com muita incidência no Brasil, não têm tratamento específico, mas seguem um protocolo de suporte à vida que pode salvar o paciente.

 

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