Ataque/Nova York

Homem que atacou policiais com machado em Nova York é identificado

O autor do ataque, Zale Thompson, morreu no local do acidente, no bairro de Queens, em Nova York.
O autor do ataque, Zale Thompson, morreu no local do acidente, no bairro de Queens, em Nova York. REUTERS/Shannon Stapleton

A imprensa americana revelou nesta sexta-feira (24) quem é o homem que atacou quatro policiais com um machado ontem em Nova York. Zale Thompson, de 32 anos, é simpatizante do grupo Estado Islâmico, e antes da agressão, publicou várias mensagens de conteúdo extremista nas redes sociais. Ele foi abatido no local do ataque.

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A polícia americana ainda não confirmou oficialmente se o crime tem motivações extremistas e afirma que é cedo para dizer se o ataque está relacionado ao terrorismo.

Mas, segundo o Centro Americano de Vigilância de Sites Islâmicos (Site, sigla em inglês), comentários que Thompson escreveu no YouTube e no Facebook mostram “uma inclinação ultrarradical em contextos religiosos e históricos, e sugerem que ele simpatizava com extremistas”. Além das declarações, o agressor também publicou um vídeo no qual apoia o grupo Estado Islâmico. 

Reprodução: Youtube/NEWS talk

De acordo com um comunicado da prefeitura de Nova York, a agressão aconteceu quando os policiais, que faziam patrulha na Jamaica Avenue, no bairro de Queens, posaram para um fotógrafo que trabalhava no local. O fotógrafo está cooperando com a polícia e não é considerado um suspeito, esclarece o documento.

Dois dos policiais atingidos pelas machadadas foram hospitalizados com ferimentos. Um deles, que foi ferido na cabeça, está em estado grave. Uma mulher foi atingida nas costas por uma bala perdida e também recebe tratamento médico. Depois de ferir os dois policiais com o machado, Thompson foi alvejado e morreu no local.

Três ataques em uma semana

Este pode ser terceiro ataque só nesta semana com motivações extremistas. Na quarta-feira (22), o canadense Michael Zehaf-Bibeau, de 32 anos, convertido ao Islã, foi morto dentro do Parlamento, em Ottawa, depois de trocar tiros com forças de segurança. Antes de invadir o prédio, ele assassinou com tiros de fuzil Nathan Cirillo, de 24 anos, soldado de guarda no Memorial Nacional da Guerra.

Na terça-feira (21), o governo canadense elevou o alerta antiterrorista de baixo para médio, depois que um outro canadense convertido ao Islã atropelou dois soldados, matando um deles. O homem, de 25 anos, foi morto pela polícia.

O país participa com seis caças da coalizão liderada pelos Estados Unidos que combate o grupo Estado Islâmico na Síria e no Iraque. O governo ainda não estabeleceu uma relação direta entre o atentado e o movimento extremista islâmico internacional.

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