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Burkina Faso

Comunidade internacional aprova presidente interino do Burkina Faso

Michel Kafando, presidente interino de Burkina Faso.
Michel Kafando, presidente interino de Burkina Faso. AFP/ROMARIC HIEN
Texto por: RFI
2 min

Após duas semanas de crise política, Burkina Faso tem um presidente interino. O diplomata e ex-ministro das Relações Exteriores Michel Kafando assume a chefia do Estado africano com a missão de nomear um primeiro-ministro e um governo civil de 25 membros.

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Michel Kafando,72, vai organizar as eleições programadas para o ano que vem, mas não poderá ser candidato. No sábado, os militares que tinham tomado o poder após a queda do ex-presidente Blaise Compaoré restabeleceram a Constituição, dando um sinal de que o processo democrático avança no país.

A União Africana saudou a escolha “de uma personalidade civil” para ocupar a presidência temporariamente. A presidente do órgão, Nkosazana Dlamini-Zuma, disse que esse é um sinal de “maturidade política” e que essa decisão vai permitir que o país “atravesse uma fase crucial”.

No último dia 3 de novembro, a organização panafricana deu ao Burkina Faso duas semanas para que os militares passassem o poder aos civis. Caso contrário, o Burkina Faso poderia receber sanções.

O presidente francês, François Hollande, também cumprimentou o novo presidente. “A França permanecerá ao lado do Burkina Faso nesse período-chave da sua história”, diz comunicado publicado nesta segunda-feira (17).

Quanto aos Estados Unidos, o país disse que vai acompanhar a situação no país, mas impôs condições para manter a parceria. “Os militares devem voltar a ocupar a sua função primordial que é a de assegurar a integração territorial e a segurança da população”, disse Tulinabo Mushingi, embaixador dos EUA em Uagadugu ao enviado especial da RFI Guillaume Thibault.

Kafando foi embaixador do país na ONU em dois períodos, 1981-1982 e 1998-2011. Seu nome, mencionado logo após a queda de Compaoré, ganhou força no domingo, quando o Exército cogitou a possibilidade de que liderasse a transição. A nomeação deve ser confirmada pelo Conselho Constitucional.

 

 

 

 

 

 

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