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Brasil é uma das opções para jovens diplomados franceses que não encontram emprego em seu país

O sonho de encontrar um emprego no exterior foi tema de capa do Aujourd'hui en France.
O sonho de encontrar um emprego no exterior foi tema de capa do Aujourd'hui en France. RFI
Texto por: Elcio Ramalho
3 min

A falta de perspectiva profissional em seu próprio país após obter o diploma universitário é um dos motivos do interesse crescente de franceses em buscar oportunidades em destinos mais promissores, como o Brasil. O assunto ganhou a manchete do jornal Aujourd’hui en France que circula nesta sexta-feira (21).

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"Aos 25 anos, o sonho deles é conquistar um emprego no exterior", foi o título escolhido pelo jornal para resumir uma tendência entre os jovens franceses recém-saídos das universidades. O jornal afirma que, em dois anos, dobrou o número de jovens diplomados franceses que imaginam seu futuro longe da França.

Atualmente, 27% dos alunos que saem da faculdade sonham em ir para o exterior para iniciar sua carreira profissional, aponta um estudo da empresa de consultoria Deloitte ao qual o Aujourd’hui en France teve acesso. Na pesquisa anterior, realizada há dois anos, o número de franceses buscando trabalho fora do país era de 13%.

Eles penam para encontrar um emprego na França, por isso, um em cada quatro franceses tenta seu futuro no estrangeiro, escreve o diário. Várias razões explicam essa decisão, entre elas, o contexto econômico, oportunidades concretas e até o estímulo de viver fora do país durante o período de estudos.

De estágio para chefe de projeto em São Paulo

O Aujourd'hui cita o caso do jovem Jean-Bruno, um catalão de 26 anos formado em Paris pelo Instituto Superior de Comércio e que se instalou em São Paulo. Depois de um estágio de seis meses no consulado francês em São Paulo, ele foi recrutado por uma agência de marketing e de eventos especializada em turismo, vinho e gastronomia.

Como chefe de projeto na agência ela ganha R$4 mil por mês, um "salário suficiente para viver em São Paulo", declarou Jean-Bruno ao jornal.Apesar da achar a cidade feia e não corresponder em nada à tradicional imagem de belas praias e vida tranquila exibida em cartões-postais do Brasil, ele não pretende São Paulo por considerá-la uma "ponte econômica com a América Latina".

Jean-Bruno diz não sentir saudade de Paris, uma cidade "agressiva, onde tenho a impressão de que as pessoas vão pular em cima de mim".

A mesma pesquisa indicou que o destino preferido dos jovens franceses que tentar ingressar no mercado de trabalho pela primeira vez após o diploma é o Reino Unido, seguido da Suíça e Alemanha. No entanto, o Aujourd'hui em France relatou casos de jovens de 25 anos que conseguiram empregos na Austrália, nos Emirados Árabes Unidos e até em Cingapura.

 

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