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Linha Direta

Filme chileno é um dos favoritos do Festival de Cinema de Berlim

Áudio 05:20
Amanhã(14), na cerimônia de encerramento, será conhecido o vencedor do Urso de Ouro, o melhor filme em competição.
Amanhã(14), na cerimônia de encerramento, será conhecido o vencedor do Urso de Ouro, o melhor filme em competição. REUTERS/Tobias Schwarz
Por: RFI
10 min

O festival de cinema de Berlim chega ao fim neste sábado (14), com 19 filmes na disputa pelo Urso de Ouro, principal troféu da competição. Apesar do clima de mistério do júri, os nomes de alguns favoritos já circulam pelos corredores da Berlinale, como o polêmico “El Club”, dirigido pelo chileno Pablo Larraín. O jornalista Bruno Ghetti traz a lista dos favoritos, a poucas horas da cerimônia de encerramento.

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Os membros do júri não dão entrevistas, nem se manifestam sobre os filmes ao longo da competição, mas, tendo por base a reação da imprensa e as conversas de corredores, algumas produções saem na frente nessa disputa da Berlinale. O chileno “El Club”, dirigido pelo Pablo Larraín, o mesmo do longa-metragem indicado ao Oscar por “No” é um dos mais comentados. O filme causou polêmica por denunciar a conivência da Igreja Católica com alguns padres e freiras que cometem crimes. O diretor chileno conta a história de um grupo de religiosos que, após serem denunciados por atos como pedofilia, são poupados da cadeia e vivem em uma espécie de retiro espiritual, com as bênçãos do Vaticano.

Outro filme que recebeu muitos elogios foi “Taxi”, do iraniano Jafar Panahi. A produção mistura ficção e documentário e chama a atenção, pois Panahi o filmou clandestinamente. O cineasta teve o direito de filmar no Irã cassado, por sua oposição ao governo. Surpresa do festival, o guatemalteca Ixcanul, de Jayro Bustamante, que denuncia o tráfico de bebês indígenas do país, também aparece entre os favoritos.

Charlotte Rampling no páreo de melhor atriz

A grande favorita desde o começo do festival era a inglesa Charlotte Rampling, em “45 Years”. No filme, ela vive um casamento bem-sucedido, mas que entra em crise quando a personagem principal descobre que o marido escondeu um romance sério que teve no passado. Mas dois dias antes do final do evento, o filme italiano ”Vergine Giurata” mudou o rumo das apostas. Na história, a atriz Alba Rohrwacher interpreta uma moça insatisfeita com o tratamento que as mulheres recebem no vilarejo onde mora, na Albânia, e decide mudar de nome e passar a se vestir e viver como um homem. A intérprete já ganhou o prêmio de melhor atriz no festival de Veneza, em setembro passado, por “Hungry Hearts”, e tem grandes chances de ganhar agora de novo.

Entre os atores, a barbada é o finlandês Elmer Back, no filme “Eisenstein in Guanajuato”, que relembra o período em que o cineasta soviético Sergei Eisenstein morou no México, onde viveu sua homossexualidade pela primeira vez e conheceu o amor. Na comédia, Back faz um Eisenstein meio maluco, como um típico artista excêntrico. Mas também tem chances de ganhar o britânico Tom Courtenay, que interpreta o marido da Charlotte Rampling em “45 Years”, além do alemão Frederick Lau, jovem e talentoso ator, que vive um assaltante amador no filme “Victoria” e conta com o apoio dos compatriotas em Berlim.

Queen of the Desert decepcionou

“Queen of the Desert”, do alemão Werner Herzog, autor de obras-primas como “Fitzcarraldo” foi uma das grandes decepções da Berlinale. O filme traz uma Nicole Kidman muito pouco inspirada – e que chamou mais a atenção pelo excesso de botox que pela performance como uma aventureira britânica que desbravou o Oriente Médio. Quase ninguém aprovou o filme.

Na lista dos fiascos também teve um longa chinês chamado “Gone with the Bullets”, do diretor cult Jiang Wen. A comédia, que satiriza alguns filmes famosos, é um tanto constrangedora e fez muitos jornalistas deixarem a sala antes do final da projeção.

Brasil presente na mostra Panorama

O Brasil marcou presença na Berlinale com quatro produções na importante mostra Panorama. Um dos principais destaques foi o filme “Sangue Azul”, do Lírio Ferreira, que encheu quatro salas no dia da abertura, ao contar a história da chegada de um grupo circense em uma ilha.

O delicado “Ausência”, de Chico Teixeira, sobre um jovem abandonado pelo pai, também recebeu muitos elogios, assim como a comédia “Que Horas Ela Chega”, da Anna Muylaert, que foi fortemente aplaudida. O filme, estrelado por Regina Casé, já tinha feito sucesso também no festival de Sundance e agora agradou bastante o público que o viu em Berlim.
 

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