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Linha Direta

União Europeia realiza cúpula de emergência após naufrágio que matou 800 pessoas

Áudio 04:57
Protesto apelidado de "Funeral" espera a chegada dos líderes europeus à cúpula de emergência, em Bruxelas, nesta quinta-feira, 23 de abril de 2015.
Protesto apelidado de "Funeral" espera a chegada dos líderes europeus à cúpula de emergência, em Bruxelas, nesta quinta-feira, 23 de abril de 2015. REUTERS/Yves Herman
8 min

Os líderes europeus estão reunidos nesta quinta-feira (23) em Bruxelas, na Bélgica, para tomar medidas urgentes e evitar novas tragédias no mar Mediterrâneo. A cúpula foi convocada na última segunda-feira (20), após a tragédia do fim de semana em que morreram centenas de pessoas em um navio que naufragou perto da costa da Líbia.

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Vasco Gandra, correspondente da RFI em Bruxelas

O presidente do Conselho Europeu define como "grave" o problema na carta que escreveu aos líderes europeus, convocando-os para o encontro de hoje. O objetivo é dar uma resposta política ao mais alto nível. A prioridade neste momento é evitar que morram mais pessoas, que tentam chegar à Europa em travessias pelo Mediterrâneo, fugindo dos seus países de origem em África e o Oriente Médio.

Os líderes europeus se preparam para aprovar um plano de ação com várias medidas práticas com prioridade para busca e salvamento de vidas no mar. Os 28 estados membros da União Europeia vão reforçar as suas operações marítimas no Mediterrâneo e também o combate às redes de tráfico de pessoas. O que implica, por exemplo, a captura e destruição dos barcos utilizados pelos traficantes.

Por outro lado, os organismos e agências da União Europeia que se ocupam destes assuntos deverão aumentar a cooperação, a troca de informações e a investigação das redes de traficantes. O plano de ação deverá ainda integrar mecanismos de realojamento de emergência dos imigrantes que cheguem à costa dos países europeus.

Norte da África

Os líderes europeus sabem que a imigração do norte da África é questão a qual não há respostas imediatas e que o problema não se resolve de um dia para o outro. As medidas que deverão ser aprovadas hoje constituem um primeiro passo para evitar mais mortes no mar. Dentro de algumas semanas, o executivo da União Europeia vai também apresentar uma estratégia global para gerir o problema que passa por ir às causas do problema.

Muitas das pessoas que se aventuram no Mediterrâneo são vítimas da situação nos seus países de origem: fogem da guerra, da exploração, da pobreza ou da tortura. Os imigrantes não têm perspetivas de vida nos seus países e são vítimas de traficantes a quem pagam para atravessar o Mediterrâneo e chegar à Europa em barcos que não têm condições de navegação.

Por isso, é necessário uma estratégia global a largo prazo que implica, por um lado, avançar com medidas para gerir a imigração legal. Depois, reforçar o controle e a gestão de fronteiras, combater o tráfico de pessoas e as redes de traficantes. E, por fim, ajudar os países de origem da imigração, fomentar o desenvolvimento econômico que permita dar a essas pessoas uma perspetiva de vida nos seus países.

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