Estado Islâmico/Rússia

Paris e Berlim pressionam Moscou a não atacar rebeldes contrários a Assad

Cratera aberta por ataque russo em Latamneh, no norte de Hama.
Cratera aberta por ataque russo em Latamneh, no norte de Hama. REUTERS/Ammar Abdullah

Paris e Berlim alertaram Moscou para dirigir ataques na Síria somente contra as forças extremistas do grupo Estado Islâmico. “Deixamos claro que o Daech (Estado Islâmico em árabe) era o único inimigo a ser combatido”, declarou a chanceler alemã, Angela Merkel, nesta sexta-feira (2), na capital francesa, após reunião de cúpula sobre questão ucraniana. A Rússia tem sido acusada de investir contra posições de rebeldes contrários ao regime sírio, aliado de Moscou.

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A posição foi reiterada pelo presidente francês, François Hollande: “Eu lembrei ao presidente russo, Vladimir Putin, que o Daech é nosso único alvo”. As declarações acontecem no terceiro dia de intervenção russa na Síria.

Diante das críticas internacionais, Moscou afirmou nesta sexta-feira que atacou o reduto do grupo jihadista na província de Raga, considerada a “capital” do grupo Estado Islâmico. Bombardeiros Sukhoi-34 visaram um "posto de comando" camuflado no sudoeste da cidade e um "campo de treinamento" do grupo, 70 km mais a leste, segundo o ministério da Defesa russo.

Pleito "incontestável"

Os líderes da França, Alemanha e Rússia participaram de um encontro para discutir a situação no leste Ucrânia, com presença também do presidente ucraniano, Petro Porochenko. O presidente francês anunciou que as eleições locais de outubro, planejadas por separatistas, só vão acontecer no ano que vem, a fim de que o pleito seja “incontestável”. A declaração foi feita ao lado de Merkel, em coletiva de imprensa.

A dupla franco-alemã informou também que uma nova lei eleitoral será votada na Ucrânia, e que somente 90 dias depois haverá eleições. Hollande informou ainda que um acordo previamente aprovado sobre a retirada de armamento leve na frente ucraniana vai começar a ser aplicado neste sábado (3).


 

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