Após derrota de Maduro na Venezuela, Evo Morales pede "uma grande reflexão"

Reuters/Christian Hartmann

Nesta segunda-feira (7), o presidente da Bolívia, Evo Morales, reagiu à derrota do presidente venezuelano Nicolás Maduro nas legislativas que romperam com 16 anos de hegemonia chavista.  

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"Os resultados destas eleições devem nos conduzir a uma profunda reflexão", declarou Evo Morales, um fiel aliado do atual poder em Caracas. "Uma reflexão para vermos de que modo devemos defender nossa revolução democrática", disse o chefe de Estado durante uma coletiva de imprensa.

Evo Morales também manifestou o desejo de que os movimentos sociais na Bolívia e na Venezuela provem o maior nível de responsabilidade possível. "Nos liberarmos politicamente, economicamente e socialmente é muito importante para melhorar a situação de pobreza e de sub-desenvolvimento na Bolívia, mas o "Império" não dorme nunca, acrescentou Morales, referindo-se aos Estados Unidos.

Defendendo a posição de Nicolás Maduro, que reconheceu a sua derrota, Morales afirmou que representa a vitória da democracia e demonstra que as instituições da República bolivariana da Venezuela são confiáveis.

O mandato de Maduro deve terminar em 2020, mas um referendo para autorizá-lo a concorrer a um quarto mandato em 2019 será realizado em 21 de fevereiro do ano que vem. A medida pode abrir caminho para que ele dirija o país até 2025.

Vitória histórica

No domingo (6), a oposição venezuelana conquistou a maioria parlamentar pela primeira vez em 16 anos. A Mesa da Unidade Democrática (MUD), a grande coalizão da oposição, obteve 99 das 167 cadeiras do Parlamento, contra 46 para o partido socialista do presidente Nicolás Maduro. Vinte e duas cadeiras ainda não estão definidas, no aguardo da contagem final dos votos.

 

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