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Gui Campos: "Vamos torcer para a Ancine manter a independência"

Áudio 09:41
Cineasta Gui Campos agradou em Biarritz com o curta Rosinha, Menção especial do júri
Cineasta Gui Campos agradou em Biarritz com o curta Rosinha, Menção especial do júri LC
Por: Leticia Constant

O cineasta brasiliense Gui Campos acaba de participar do 25° Festival Biarritz América Latina, uma das vitrines mais importantes na Europa do cinema da região. Com o curta Rosinha em competição, com a grande atriz Maria Alice Vergueiro no papel principal, ele acabou recebendo uma Menção especial da mostra, que não ficou indiferente ao talento com que apresentou uma temática incomum: o sexo e o desejo na velhice."Só de ter sido selecionado para esse festival tão importante já é incrível para o filme, a oportunidade de levar o filme para outra cultura, de assistí-lo na sala com pessoas de outra cultura, ver como entendem isso, quais são as partes que tocam mais e as que, às vezes, não funcionam... receber essa menção aqui na França, país do berço da Nouvelle Vague, de tantos diretores que fazem parte da minha formação como diretor também, [...} a gente deve estar andando no caminho certo para receber esse prêmio", diz o cineasta, sorrindo.Sobre o tema, ele explica que veio mais como a vontade de falar do que se realmente quer, e de como, às vezes, a gente deixa de fazer o que quer por influência do meio externo. "A ideia inicial era falar disso, de como as pessoas no final da vida não deveriam dar satisfação nenhuma aos mais novos sobre o que estão fazendo na vida privada... a gente vai aprendendo com a vida e, se a gente aprende bem, quando fica velhinho sabe o que é melhor pra gente e o que não é ", ele reflete.Sobre o atual momento político brasileiro, Gui Campos considera que a cultura está no alvo do novo governo. "Vamos lutar e torcer para que a Ancine (Agência Nacional do Cinema ) consiga manter a sua independência, mas sem dúvida o momento é preocupante, a gente sabe que o presidente pode, com ações unilaterais, com duas "canetadas" mudar tudo, mudar as leis ....", afirma o diretor, reiterando que o cinema brasileiro vem de um momento bom e que agora é preciso ficar pronto e disposto a lutar porque "parece que a gente é o alvo desse governo", conclui.Clique acima para ouvir a entrevista completa de Gui Campos. 

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