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"Cada disco novo é uma alegria": Rogê, músico

Áudio 08:09
Rogê está na França participando do Festival Onda Carioca, produzido pelo ator Vincent Cassel
Rogê está na França participando do Festival Onda Carioca, produzido pelo ator Vincent Cassel Ramon Moreira
Por: Leticia Constant
12 min

O músico carioca Rogê veio à França a convite do ator Vincent Cassel, um apaixonado pelo Rio de Janeiro, que criou o festival Onda Carioca. Rogê compôs uma música especialmente para o evento, que canta no começo de sua entrevista (veja o vídeo). Num bate-papo no estúdio 21 da RFI, ele nos falou sobre seus projetos e inspirações.

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Esta não é a primeira vez que Rogê vem à França. Esteve em Paris em 2002 com Seu Jorge, veio a Nice no ano passado e adora Paris, "me sinto em casa aqui".

O artista está com um disco novo que vai ser lançado daqui a alguns dias: "Esse disco novo se chama 'Nômade', é quase uma obra fechada, eu fiz o disco como se fosse um livro, falando sobre o tema de imigração, da diáspora negra, africana, dos cubanos, tem várias músicas falando desse tema... Nós, como músicos, somos quase nômades, levando nosso som pelo mundo"  ele reflete. "Nômade" , gravado entre Rio e Los Angeles, reuniu um leque de músicos que podemos definir como la crème de la crème, como Sérgio Mendes, o baixista Richard Bona e outros, "cada disco novo é uma alegria".

Quanto às fontes de inspiração, Rogê é "totalmente música popular brasileira": "Desde Villa-Lobos, Tom Jobim, Baden Powell, a geração maravilhosa de João Bosco, Caetano, Gil, Milton, Djavan, essa riqueza que dá orgulho de ser brasileiro, a parte boa do Brasil! Essa é a minha matéria onde me sinto em casa, onde bebo da fonte, é a música brasileira", explica o artista, sem negar outras influências como jazz, música cubana e black americana e africana.

Rogê lança seu novo disco em setembro de 2017
Rogê lança seu novo disco em setembro de 2017 Cintia C Santos

Rogê lançou um single duplo para plataformas digitais," Rio de Verdade". Para ele, esse meio se tornou uma realidade que já faz parte do presente. "Não é nem o futuro, é o presente. Estamos nesse período de mudança, as pessoas nem têm mais como ouvir cd... eu gosto de LP, mas é como se fosse um souvenir, uma coisa do vintage, do retrô, então, a realidade hoje é o streaming, a gente tem que se adaptar ao que está acontecendo no momento. Meu filho de 13 anos nunca comprou uma música", relata Rogê, insistindo que é preciso aceitar as coisas como elas são e seguir em frente. "Hoje é o streaming e é isso que tem que ser focado, temos que surfar na onda como ela vem".

Rogê termina a entrevista observando que o panorama musical do Brasil continua muito rico, um celeiro de talentos, e que a indústria é que é o problema. "Tem muita riqueza, muito artista novo, muita gente querendo falar à procura de um espaço, tenho muito orgulho de ser brasileiro";

Veja aqui o vídeo com a entrevista de Rogê:

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