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Volkswagen vai desembolsar € 750 milhões por escândalo com motores a diesel

Volkswagen pagará ao menos EUR 750 milhões por escândalo de motores a diesel.
Volkswagen pagará ao menos EUR 750 milhões por escândalo de motores a diesel. AFP - RONNY HARTMANN
Texto por: RFI
2 min

O primeiro grande julgamento na Alemanha contra a Volkswagen, relacionado ao escândalo dos motores a diesel manipulados, terminou formalmente nesta quinta-feira (30) após um acordo amistoso entre as partes, que deve custar mais de € 750 milhões à montadora.

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O grupo e a associação de consumidores VZBV, que liderou a batalha judicial, encerraram o caso, segundo o que estava previsto pelo acordo alcançado no fim de fevereiro, anunciou o tribunal regional de Brunswick, na Alemanha, onde o julgamento começou em setembro de 2019.

A Volkswagen aceitou até o momento 235.000 ações de demandantes e apresentou uma oferta de pagamento de entre € 1.350 e € 6.250 em função do modelo e da idade do veículo, "o que representa um valor total de quase € 750 milhões" para o grupo, informou um porta-voz.

Inicialmente, 260.000 clientes poderiam ser incluídos no acordo para uma compensação total de até € 830 milhões, mas 17.000 ações ainda precisam de validação e os demandantes podem registrar seus nomes até a noite de quinta-feira. Os clientes têm duas semanas, depois de receber a oferta, para aceitar ou rejeitar a proposta. Os primeiros pagamentos devem acontecer a partir de 5 de maio, segundo a VW.

Milhares de processos

A montadora ainda é alvo de dezenas de milhares de processos individuais de indenização, e alguns resultaram em acordos amistosos.

A quantia de € 750 milhões pode parecer relativamente modesta comparada aos € 30 bilhões que o Dieselgate já custou à empresa alemã.

Vários executivos do grupo, entre eles o atual CEO, Herbert Diess, e o presidente do conselho de vigilância, Hans Dieter Potsch, assim como ex-CEO Martin Winterkorn e o ex-diretor da marca Audi, Rupert Stadler, são alvos de investigações penais.

O escândalo começou em setembro de 2015, quando o grupo automobilístico alemão admitiu ter instalado em 11 milhões de veículos um software fraudulento.

(Com informações da AFP)

 

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