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Reino Unido se torna segundo país do mundo com mais mortes pelo coronavírus

Un repartidor lleva unas cajas al número 10 de Downing Street, la residencia del primer ministro británico en Londres, el 5 de mayo de 2020
Un repartidor lleva unas cajas al número 10 de Downing Street, la residencia del primer ministro británico en Londres, el 5 de mayo de 2020 AFP
Texto por: RFI
4 min

O Reino Unido se tornou o primeiro país da Europa a superar 30.000 mortes provocadas pelo coronavírus e agora ocupa o segundo lugar na lista de nações com mais vítimas fatais no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

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De acordo com dados publicados por agências regionais britânicas nesta terça-feira (5), cerca de 32.313 pessoas sucumbiram à Covid-19. O número atual, acreditam as autoridades, é provavelmente muito superior, já que esses dados incluem as mortes até 24 de abril na Inglaterra (28.272), Gales (1.376) , Irlanda do Norte (393), e até 26 de abril na Escócia (2.272).

O balanço anterior do Ministério da Saúde britânico, publicado nesta segunda-feira (4), que inclui mortes em hospitais e casas de repouso de pacientes que apresentaram resultado positivo para Covid-19, era de 28.734 vítimas fatais.

No início de março, o Reino Unido se dizia "preparado para a epidemia", sem demonstrar maiores preocupações com a propagação do coronavírus. Dois meses mais tarde, o país se tornou o mais atingido da Europa e o segundo do mundo em número de mortes.

No dia 5 de março, as autoridades britânicas anunciaram a primeira vítima fatal do novo coronavírus. No dia 17, o conselheiro científico do governo, Patrick Vallance, chegou a declarar que um número de mortos limitado a 20.000 pessoas seria um "bom resultado."

Premiê não teria levado epidemia a sério

O primeiro-ministro Boris Johnson, ele mesmo vítima da doença, foi acusado de não ter levado a epidemia a sério. Ele chegou a se vangloriar de ter apertado a mão de pacientes contaminados, durante uma visita ao hospital, no dia 3 de março. O premiê teve sintomas graves do vírus e chegou a ser internado na UTI e colocado em respiração artificial.

Ainda em março, apesar do aumento do número de contaminações, a depistagem e a busca por pessoas contaminadas, que poderiam disseminar o vírus, foi abandonada. Esta estratégia foi utilizada com bons resultados na Coreia do Sul e na Nova Zelândia, para limitar as transmissões.

As autoridades britânicas pareciam ter perdido o controle sobre a propagação da doença, mas o primeiro-ministro, na época, ainda continuou reticente à ideia de instaurar um confinamento. O conselheiro científico do governo, Patrick Vallance, chegou a insinuar que uma imunidade coletiva poderia se desenvolver se uma parte da população pegasse o vírus e conseguisse vencer a infecção.

O governo desmentiu e disse que o comentário era apenas um conceito científico, e não um objetivo, mas o fechamento das escolas, bares, restaurantes e academias só ocorreu no dia 20 de março. O confinamento decretado no dia 23 de de março provocou graves consequências econômicas e sociais. Em meados de abril, o país já havia registrado 10.000 mortos.

O governo afirma que atingiu a meta de 100.000 testes por dia no final de abril. Para a imprensa britânica especializada, a resposta britânica à epidemia é o maior fracasso da política científica depois de várias gerações. Se as mesmas medidas tivessem sido tomadas desde fevereiro, muitas vidas teriam sido salvas.

 

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