Acessar o conteúdo principal

Com poucas contaminações, Síria produz cloroquina para combater coronavírus

Rashid al-Fayçal, dono de um laboratório perto de Homs, região central da Síria, examina a produção de cloroquina (28/4).
Rashid al-Fayçal, dono de um laboratório perto de Homs, região central da Síria, examina a produção de cloroquina (28/4). AFP
Texto por: RFI
2 min

O governo sírio fez a opção da cloroquina para cuidar das pessoas contaminadas pela Covid-19. Após nove anos de guerra, o sistema de saúde do país está à beira da falência e as autoridades decidiram apostar tudo no tratamento. Os laboratórios farmacêuticos estão produzindo o medicamento, mesmo se sua eficácia ainda é contestada.

Publicidade

O médico Rachid al-Fayçal, instalado em Homs, no centro da Síria, trabalha com sua equipe para fornecer a cloroquina para quem precisar. Fundador e diretor do laboratório privado Ibn Hayan, ele se esforça para manter a atividade de sua empresa.

“Eu obtive a licença para produzir a cloroquina em 2016. No começo, servia para cuidar de outras doenças. Mas para produzir o medicamento é preciso importar sua molécula, o que, honestamente, é uma dor de cabeça. Por causa da guerra, o país está sob embargo. Estamos nos empenhando em garantir o fornecimento. Fabricar medicamentos é um dever. Estamos nos sacrificando para que os sírios possam ser tratados”, diz o médico.

Cloroquina divide comunidade científica mundial

O especialista está cercado por equipes dedicadas. Todos os integrantes se mantiveram firme na empreitada, mesmo no auge da guerra. Hoje, com suas tropas, esse doutor em farmacologia enfrenta a batalha contra o coronavírus, mesmo sem ter a certeza da eficácia do tratamento.

A comunidade científica está dividida a respeito da cloroquina. Nós não fizemos aqui nenhuma pesquisa, apenas produzimos o medicamento seguindo o protocolo emitido pelo ministério da Saúde”, diz o especialista.

No total, seis laboratórios na Síria estão autorizados a produzir a cloroquina de maneira a responder às necessidades do mercado, diz Rachid al-Fayçal. Oficialmente, segundo as autoridades sírias, o país foi pouco atingido pelo coronavírus, com apenas 47 casos de contaminação e três mortes.

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.