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Covid-19: pela 1ª vez em dois meses, Itália registra menos de 100 mortes por dia

Ciclistas em um parque na Itália, que iniciou a flexiblização do confinamento em 4 de maio.
Ciclistas em um parque na Itália, que iniciou a flexiblização do confinamento em 4 de maio. REUTERS/Flavio Lo Scalzo
Texto por: RFI
3 min

O número de mortos pela Covid-19 na Itália caiu abaixo de 100 pessoas nesta segunda-feira (18). Esta é a primeira vez que o país, o mais atingido pela epidemia na Europa, registra 99 mortes em 24 horas desde o dia 9 de março, quando começou o confinamento.

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De acordo com um último balanço, 32.007 pessoas morreram na Itália vítimas do coronavírus e quase 226.000 foram contaminadas. Depois da China, onde o vírus apareceu no final de 2019, a Itália foi, durante muitas semanas, o epicentro global da pandemia, que atingiu principalmente a região rica e industrializada da Lombardia.

A Itália foi o primeiro país a confinar toda a sua população. O trauma no país é grande. No auge da epidemia, muitos pacientes morreram por falta de respiradores artificiais. A economia está totalmente debilitada.

O fim do confinamento foi iniciado em 4 de maio e acelerado nesta segunda-feira, com a reabertura de lojas, cafés, restaurantes e esplanadas, marcando um retorno tímido à relativa normalidade. "Serão meses muito difíceis e complexos, não devemos ignorar isso", disse o primeiro-ministro Giuseppe Conte, que saiu na segunda-feira para uma curta caminhada pelo centro da cidade. Segundo ele, a recessão pode ultrapasssar 10% neste ano.

Missas autorizadas

Depois de dois meses e meio de espera, as missas também foram foram autorizadas nas 25.000 paróquias da península nesta segunda-feira, mas sob condições: o governo impôs um protocolo específico para evitar a propagação do vírus, que já causou 32.000 mortes no país, incluindo 120 padres.

Os fiéis devem usar máscaras e limpar as mãos com álcool gel antes de entrar na igreja. Cartazes indicam que somente duas pessoas podem sentar-se por banco, separadas por mais de um metro de distância. A capacidade do templo para mais de 200 fiéis foi reduzida para no máximo 90 pessoas.

O episcopado italiano protestou para poder retomar as missas, uma controvérsia que obrigou o pontífice a intervir com sucesso para reconciliar o Estado italiano com os bispos.

Queda também continua na França

A Covid-19 deixou 131 mortos nas últimas 24 horas na França, mas o número de doentes internados nas UTIS da capital continua em queda. Menos de 2.000 pessoas estão internadas em reanimação pela primeira vez desde o dia 22 de março.

No total, 28.239 pacientes morreram no país desde o último dia 1 de março. Mais de 19 mil pessoas continuam hospitalizadas. O governo francês pede à população siga à risca as recomendações, como lavar a mãos várias vezes por dia e manter uma distância de pelo menos um metro entre as pessoas, além de outras precauções. Isso porque segundo o Executivo francês, só será possível saber se a circulação do vírus diminuiu de maneira perene dentro de duas ou três semanas.

 

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