EUA prendem dois homens suspeitos de participação na fuga de Carlos Ghosn do Japão

Carlos Ghosn sensationally jumped bail and fled to Lebanon, which does not have an extradition treaty with Japan
Carlos Ghosn sensationally jumped bail and fled to Lebanon, which does not have an extradition treaty with Japan AFP/File

As autoridades norte-americanas prenderam nesta quarta-feira (20) dois homens, incluindo um ex-membro das forças especiais, suspeito de ter participado da fuga de Carlos Ghosn do Japão. As prisões foram realizadas a pedido do sistema de justiça japonês, segundo documentos judiciais.

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Michael Taylor, ex-boina verde, e Peter Taylor, devem comparecer por videoconferência em audiência a um juiz federal em Worcester, Massachusetts, disseram ainda os documentos oficiais.

Carlos Ghosn, ex-CEO da Renault e Nissan, está no Líbano depois de ter fugido do Japão no final de dezembro, onde seria julgado por peculato financeiro, uma acusação que ele sempre negou.

Fugindo da Justiça japonesa

A Justiça japonesa emitiu em 30 de janeiro mandados de prisão contra Ghosn e três supostos cúmplices que o teriam ajudado a fugir do país em dezembro, onde estava em liberdade condicional.

Além do executivo, a justiça havia ordenado a prisão de Michael e Peter Taylor. Também foi emitido um mandado de prisão contra George Zayek, um libanês de 60 anos suspeito de ter ajudado Ghosn a fugir para o Líbano.

O empresário franco-líbano-brasileiro deixou o Japão em 29 de dezembro, provavelmente escondido em uma caixa de material de áudio.

Essa é a hipótese privilegiada para explicar como ele teria evitado os controles no Aeroporto Internacional de Kansai, perto de Osaka (oeste), porque no Japão não é obrigatório inspecionar com raios-X esse tipo de bagagem de jatos particulares.

Ghosn se recusou naquele momento a confirmar ou negar os detalhes de sua evasão.

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