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Europa continua a flexibilizar regras de isolamento com reabertura de pontos turísticos como o Coliseu

Ao menos 20.000 turistas visitam o Coliseu diariamente. O ponto turístico mais visitado da Itália reabre suas portas nesta segunda-feira (1).
Ao menos 20.000 turistas visitam o Coliseu diariamente. O ponto turístico mais visitado da Itália reabre suas portas nesta segunda-feira (1). AFP
Texto por: RFI
6 min

As regras impostas aos cidadãos para limitar a expansão da pandemia do coronavírus continuam a ser flexibilizadas em toda a Europa. Restaurantes, bares, museus e pontos turísticos como o Coliseu, em Roma, e o Guggenheim de Bilbao voltam a acolher o público.

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Os bares reabrem na Finlândia e na Noruega, cafés e restaurantes na Holanda, cinemas teatros e salas de espetáculo em Portugal. Na Inglaterra, as escolas fechadas desde março voltam a acolher os alunos.

Itália

Com a abertura nesta segunda-feira (1) do Coliseu, o ponto turístico mais visitado no país, a Itália espera relançar o mais rápido possível o setor do turismo, um dos que mais sofreu durante a pandemia da Covid-19.

Mas o acesso ao monumento emblemático da Roma antiga, no coração da cidade, é submetido a regras estritas. O uso de máscara e a medida da temperatura corporal são obrigatórios para visitantes e funcionários. Os trajetos no recinto são limitados, as reservas obrigatórias e os horários podem ser modificados para evitar multidões nas horas de maior frequentação.

França

A partir de terça-feira (2) os franceses poderão viajar por todo o país. O governo tinha limitado os deslocamentos a até 100 quilômetros de distância do lugar de residência durante a primeira fase de flexibilização das regras. Mas essa norma deixará de existir com a entrada da França na fase 2 do relaxamento da quarentena.

Após dois meses e meio fechados devido à pandemia, bares, cafés e restaurantes de quase toda a França, com exceção da região de Paris, serão autorizados a reabrir com regras sanitárias rígidas: dez pessoas no máximo por mesa, pelo menos um metro de distância entre cada grupo e proibição de consumir de pé nos bares.

A região parisiense e os territórios ultramarinos de Mayotte e Guiana, na fronteira com o Brasil, ficam de fora porque ainda têm um número considerado elevado de contaminações e de pessoas internadas em UTIs.

Em todos os lugares, os restaurantes se preparam para este momento tão esperado. Em Estrasburgo, cidade que foi um dos focos da doença, no nordeste da França, o célebre restaurante Maison Kammerzell, conhecido como um dos mais bonitos do mundo, se prepara para acolher os clientes.

“Levamos várias horas para limpar tudo”, diz o maître Théo Stutzmann. A mácara será obrigatória para os garçons e para os clientes irem ao banheiro”, explica. “A gente sempre pede o saleiro para um vizinho de mesa. Agora, isso não é mais possível”, completa.

Otimismo medido

“O otimismo reina hoje”, afirma Hervé Becam, vice-presidente da União dos profissionais e da indústria da hotelaria (Umih). “Os telefones  começaram a tocar, as reservas estão acontecendo,” diz.

Podemos reabrir, mas economicamente não será rentável, sabemos muito bem”, observa Didier Chenet, presidente do Grupo Nacional de profissionais independentes de hotéis, restaurantes e catering (GNI).

Segundo uma pesquisa realizada pelo órgão, aproximadamente 17% dos restaurantes não têm condições de reabrir. Alguns vão esperar até setembro.

Em Paris, onde somente as partes exteriores e ao ar libre dos estabelecimentos poderão acolher clientes a partir de terça-feira, a prefeitura anunciou que bares, cafés e restaurantes poderiam ocupar gratuitamente uma parte do espaço público, como calçadas, vagas de estacionamento e até mesmo ruas fechadas ao tráfego. 

As praias também reabrem a partir desta terça-feira. Na mesma data, todos os alunos do ensino infantil e fundamental devem voltar às escolas e os do nível médio farão uma volta progressiva.

No total, a doença matou 28.802 pessoas na França, segundo um balanço de domingo (31) e deixou o país em uma recessão histórica: o desemprego chegou a 22%. 

Espanha

O Guggenheim de Bilbao é o primeiro grande museu a abrir suas portas na Espanha. Nesta segunda-feira (1), o edifício conhecido por sua arquitetura de curvas sinuosas desenhadas por Frank Gehry, situado no norte do país, reabriu com horários reduzidos, segundo o site do museu.

Todos os museus da Espanha fecharam em março quando o governo estabeleceu um dos confinamentos mais estritos do mundo para lutar contra a pandemia.

Com a diminuição da propagação do coronavírus, a Espanha começou há algumas semanas a flexibilizar as regras de isolamento, de acordo com o contexto de cada região. O chefe do governo espanhol Pedro Sanchez espera que o plano de flexibilização seja concluído em 1° de julho.

O fim das regras de confinamento autoriza os museus a abrirem suas portas com um público reduzido de 30% a 50% de sua capacidade habitual. Em Madri, os dois museus mais visitados do país, o Prado e o Reina Sofia, abrirão somente aos sábados.

Com a entrada nesta segunda-feira de novas províncias na segunda fase de flexibilização, 70% dos espanhóis estão na fase dois, que permite o acesso a praias para banho e a frequentação de restaurantes, que podiam abrir somente os espaços ao ar livre durante a fase 1.

A fase 2 também autoriza a abertura dos cinemas, teatros e dos shoppings com um público ainda limitado.

Madri e Barcelona, as cidades mais atingidas pela epidemia, continuam na fase 1, desde a semana passada, que permite a abertura de pequenos comércios, bibliotecas e as partes privativas dos hotéis. 

Já as ilhas Canárias e as Baleares entraram na última fase de relaxamento nesta segunda-feira, que permite a abertura total de bares, cassinos e de espaços de lazer.

Reino Unido

As escolas britânicas reabrem parcialmente nesta segunda-feira, uma etapa considerada essencial, mas delicada, da flexibilização das regras de isolamento. A medida é julgada prematura por algumas famílias, sindicatos de professores e coletividades locais.

O Reino Unido é o segundo país em número de mortos pela Covid-19, com 38.000 vítimas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, e o primeiro em número de mortos por população.

Criticado por ter demorado a agir, o governo de Boris Johnson tenta relançar uma economia parada. Mas as primeiras flexibilizações do confinamento decretado em 23 de março aconteceram em meio à controvérsia provocada por seu conselheiro Dominic Commings, acusado de não respeitar a quarentena imposta pelo governo.

A partir desta segunda-feira, as reuniões de até seis pessoas serão autorizadas em lugares públicos. Os 2,2 milhões de pessoas identificadas como mais frágeis e forçadas a se isolar totalmente poderão sair. As concessionárias e as feiras livres poderão retomar suas atividades.

Nas escolas, somente alunos de 4 a 6 anos e de 10 a 11 anos - aproximadamente 2 milhões de crianças - poderão voltar às aulas.

Mais de 372.000 mortos

A pandemia causou 372.047 mortes no mundo desde sua aparição em dezembro de 2019 na China, segundo um balanço da AFP a partir de fontes oficiais nesta segunda-feira.

Mais de 6,1 milhões de casos foram diagnosticados desde o começo da epidemia em 196 países e territórios. Os Estados Unidos são o país com mais vítimas fatais, com 104.383 mortes, seguido do Reino Unido (38.489), Itália (33.415), Brasil (29.314), França (28.802) e Espanha (27.127).

Mas em proporção à população, a Bélgica tem a mortalidade mais elevada (818 mortos por milhão de habitantes), seguida da Espanha (580), Inglaterra (567), Itália (553), França (441), Suécia (435), Holanda (348), Irlanda (335) e Estados Unidos (315).

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