Epidemia avança na América Latina enquanto EUA registram dois milhões de casos

A pandemia de COVID-19 manteve nesta quarta-feira (10) seu firme avanço na América Latina, onde as mortes passaram de 70.000.
A pandemia de COVID-19 manteve nesta quarta-feira (10) seu firme avanço na América Latina, onde as mortes passaram de 70.000. AP - Andre Penner

A pandemia de Covid-19 manteve nesta quarta-feira (10) seu avanço na América Latina, com mais de 70.000 mortes. Já nos Estados Unidos foram registrados dois milhões de casos, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins divulgados também nesta quarta.

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O continente americano continua sendo o epicentro da crise sanitária do novo coronavírus e concentra quase metade dos 414.484 óbitos ao redor do mundo e das 7.336.671 contaminações. Na América Latina a situação é dramática. Apesar do avanço no Brasil, o país mais afetado da região, a cidade de São Paulo reabriu o comércio nesta quarta-feira, como parte de um processo de retomada gradual das atividades.

O país registrou 1.274 novos óbitos nas últimas 24 horas, totalizando 39.680 mortes, e soma 772.416 casos registrados, com um acréscimo de 32.913 desde terça-feira (10).

Shoppings reabrem nesta quinta-feira

Com estes números, o Brasil tem mais da metade dos 71.104 óbitos na região e é o terceiro país em número de mortes, atrás apenas dos Estados Unidos e do Reino Unido. No entanto, a flexibilização continuará em São Paulo – a cidade brasileira mais populosa, com 12 milhões de habitantes. Os shopping centers reabrem nesta quinta-feira (11).

Hoje também reabrem os shoppings no Rio de Janeiro, a segunda cidade do país em número de habitantes, com 6,7 milhões de pessoas. Embora o presidente Jair Bolsonaro promova a retomada da atividade econômica desde o início das restrições nos estados, a flexibilização é considerada um grande risco pelos especialistas, já que o número de contaminações continua subindo.

México, segundo país com mais mortos

O México, o segundo país latino-americano com mais mortos na pandemia, superou os 15.000 óbitos para uma população de 120 milhões de habitantes. Além disso, registrou nesta quarta seu maior número de contágios em 24 horas: 4.833, elevando o total de infecções a 129.184. O Peru, com uma população de 33 milhões de pessoas, vem em seguida, com 5.903 vítimas fatais e 208.823 casos.

No Chile também se multiplicam os casos, assim como no Panamá e na Costa Rica, sobretudo na fronteira com a Nicarágua, o Haiti e o Suriname. O clima vai complicar a situação no continente. Segundo a Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), o início do inverno austral aumentará a incidência de doenças respiratórias na América do Sul.

A intensa temporada de furacões nos próximos meses no Atlântico, que mobiliza equipes de emergência, também complicará a resposta à pandemia nas Américas do Norte e Central, especialmente no Caribe, disse na terça-feira a diretora da OPAS, Carissa Etienne.

Estados Unidos batem recorde de mortes

A pandemia matou mais de 112.800 pessoas nos Estados Unidos, o país com mais 2.000.464 infectados no mundo, segundo a universidade.Com quase 2 milhões de casos registrados, os Estados Unidos superaram as 112.000 mortes pela Covid-19 com 1.082 mortes reportadas em 24 horas, totalizando 112.883 óbitos.

Apesar disso, Miami, cidade da Flórida dependente do turismo, abriu nesta quarta-feira suas praias, com controles e medidas de prevenção, após mantê-las fechadas desde o dia 23 de março. Em Nova York, que começou a retomar suas atividades esta semana, foi inaugurado um novo terminal de quatro andares no aeroporto de LaGuardia, em meio à enorme crise do transporte aéreo.

"Os aviões vão voar, os carros vão circular, os trens também. A vida continua depois da Covid-19", disse o governador Andrew Cuomo durante a inauguração. Por causa do freio súbito de atividade, que afetou todos os setores, a economia americana sofrerá uma queda de 6,5% do PIB este ano com relação a 2019, mas crescerá 5% no ano que vem, estimou nesta quarta o banco central americano – Federal Reserve, FED.

(Com informações da AFP)

  

 

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