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Cineastas europeus se unem contra gigantes digitais no pós-pandemia

Pedro Almodóvar, Costa-Gavras e Jean-Luc Dardenne estão no grupo dos 13 diretores que assinam a carta.
Pedro Almodóvar, Costa-Gavras e Jean-Luc Dardenne estão no grupo dos 13 diretores que assinam a carta. © AFP
Texto por: RFI
2 min

Treze diretores de cinema europeus pediram à Comissão Europeia que defendesse a cultura contra o poder de gigantes tecnológicas como Google, Amazon ou Facebook, que transformam, segundo eles, "cidadãos em meros consumidores".

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Trata-se de alguns pesos pesados ​​do cinema, como Pedro Almodóvar, Jean-Luc Dardenne, Costa Gavras e Claude Lelouch, que decidiram lançar uma ofensiva contra as grandes indústrias tecnológicas que buscam, na opinião dos diretores, reduzir os cidadãos "a meros consumidores".

Esses 13 renomados diretores de cinema solicitaram por escrito uma reunião ao Comissário Europeu para o Mercado Interno, Thierry Breton, para discutir "soluções inovadoras, ousadas e concretas, que permitam que filmes e que a cultura europeia liderem o caminho em direção a um futuro brilhante".

Especificamente, eles pedem aos 27 Estados europeus que estabeleçam “regulamentos restritos” e “sanções apropriadas” para as cinco grandes empresas digitais da chamada Gafan, ou seja, Google, Apple, Facebook, Amazon e Netflix.

Essas gigantes, lembram os cineastas europeus, tornaram-se ainda mais ricas com a crise da saúde. Além disso, ao evitarem o pagamento de impostos, essas grandes empresas contribuem "muito pouco para o financiamento de hospitais, educação e todos os sistemas vitais das democracias europeias".

"Um encontro com a História"

"Somos cineastas europeus e, como para você, está claro para todos nós que, após essa crise global de saúde, a Europa tem um encontro com a História. O que restará da cultura europeia se ela não alcançar gigantes digitais não-europeus? Corremos o risco de sermos reduzidos a uma colônia e sustentamos que a Europa não sobreviverá sem sua cultura, uma vez que esta é definida menos por sua geografia do que pela comunidade de culturas, que une seus povos", diz o documento.

Nesta carta, os 13 diretores também lembram a importância da implementação, em 1990, da “exceção cultural” [regra que obriga grandes canais de TV a financiarem o cinema], que foi promulgada em 183 países. Abandonar essa luta, dizem eles, é “aceitar que nossa cultura europeia desapareça em favor da distração permanente, o que reduz os cidadãos a meros consumidores”.

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